Numa época em que até os bandidos tinham cortesia…

É bem verdade que para ouvirmos falar em bandidos não precisamos ir muito longe nos nossos dias, infelizmente… Basta que liguemos a televisão ou o rádio, o computar, etc., constataremos um escachoar de exemplos atuais.

Mas, e para ouvir falar de um bandido cortês? Acho que precisaríamos buscar os relatos de alguma outra época diferente da nossa, e ainda assim desconfiaríamos de um bom êxito. Será que já ouve algo assim? Sim, reponderíamos nós, e mais ainda, este foi um tema apresentado sob forma de teatro no desfecho das últimas atividades especiais do Centro Juvenil.

Trata-se de um dos fatos ocorridos na vida de Cartouche, famoso saqueador francês, o qual, apesar de atos nada louváveis como o roubo, tinha ainda, porém, um certo verniz de cortesia, qual um resquício da formação proveniente da Igreja durante séculos de instrução sapiencial e imaculada.

Naquele tempo até mesmo o modo de entrar nas casas visadas para alguma rapina era, a seu modo, feito de certa graça. Qual não seria nossa surpresa se víssemos descer pela chaminé de nossas casas não um “Papai-Noel”, nem um limpador de chaminés, mas um bandido e, mais ainda, o pior bandido da época? Foi o que se deu com o nobre Duque D’Estigue, o qual, estando tranqüilo em seus aposentos, viu entrar Cartouche pela chaminé…

O famoso saqueador em sua “polidez”, não querendo roubar nada, mas apenas refugiar-se da polícia, exigiu, entretanto, que o nobre duque lhe fornecesse um bom jantar, pois a fome era algo que o atormentava. Pedido deveras insolente, mas tratando-se de alguém armado… o atendimento é compreensível e, certamente, obrigatório…

Terminado o forçado banquete Cartouche não deixa, porém, de manifestar sua gratidão para com a delicadeza de tão nobre hospedeiro. Todavia, há algo que desagradou nosso inusitado bandido: o vinho! Segundo seu parecer e refinado paladar – pois certamente já deveria ter “honestamente” provado boa quantidade de vinhos – não estava bom o vinho servido pelo Duque D’Estigue. Qual a solução? Maltratar-lhe? Para o cortês bandido não, certamente. Uma melhor solução lhe veio ao “generoso” espírito. Após os agradecimentos se comprometeu a enviar ao Duque os melhores vinhos que ele, Cartouche, havia conseguido em todos os seus anos de “honesto e sofrido” trabalho!

Qual não foi a surpresa do Duque D’Estigue quando, no dia seguinte, vê chegar a seu palácio uma encomenda de excelentes vinhos, os quais, segundo os dizeres de Cartouche num cartão anexo, condizem mais com a categoria do nobre hospitaleiro que, a partir de então, poderia oferecer melhores bebidas a seus “ilustres” visitantes!…

Esta encenação teatral selou as últimas atividades especiais do Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho em São Paulo, isto é, duas viagens e um acampamento. Como, pelo enorme vulto dessas mesmas atividades, não foi possível colocar à disposição as fotos destes alegres dias, disponibilizamos agora as fotos desta jornada com a juventude…

2 respostas para “Numa época em que até os bandidos tinham cortesia…”

  1. Felicitaciones al _Centro juvenil de los Heraldos. Que el Señor y la Virgen los bendigan.
    SAludos a todos desde Colombia.

  2. Salve Maria!

    Realmente, é difícil, para uma pessoa submergida nos horrores de mundo moderno, imaginar que houve um bandido como Cartouche, mas isso se explica sob a luz daquela tão famosa frase papal: “tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava a história”; isso de tal forma que até os maus eram influenciados pelos santos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Aguardando mais notícias!

    Em Jesus e Maria
    Gustavo Serra

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