Mais alguma coisa?

Arautos Granja Viana: “Mais alguma coisa?”

Certa vez, um famosíssimo biliardário decidiu comprar um fabuloso presente para sua filhinha, que fazia seu primeiro aniversário. Indo a uma loja de grandes preços, escolheu uma magnífica pérola, a qual achou muito adequada para ornar o pescoço de sua menina. Indo até o caixa, puxa a grande carteira, e, começa a selecionar o valor para pagar o belo presente. Enquanto isto, o balconista lhe pergunta:

– “Mais alguma coisa senhor?”

Não acreditando na pergunta do moço, o rico empresário fica desconcertado. “Como? Paguei tão  caro nesta pedra e ele me perguntava se quero mais algo?” Com a voz calma, o ricaço pergunta ao rapaz se havia algo mais caro naquela loja. O vendedor disse que havia um carro, leiloado em penhor por alguma madame de anos atrás. O empresário diz que vai comprá-lo, e deixa o jovem assustado, pois não sabe o que uma criança de um ano irá fazer com um automóvel de luxo; entretanto, prepara o recibo e pergunta:

– “Mais alguma coisa senhor?”

Furioso, escorrendo gotículas de suor, o milionário bate na mesa e diz:

– “Quero a coisa mais cara que existe nesta loja! Aí você verá como eu sou rico!!!”

O funcionário procura e procura nos documentos de aquisição dos materiais da loja, e descobre que existe a apólice de uma ilha que estava a venda, mas tão  cara que nenhum magnata até aquele dia tinha conseguido comprar. O rico senhor então exclama:

– “Eu compro! Aqui está o cheque!

O moço repete seu anterior procedimento:

– “Uma pérola, um automóvel, uma ilha. Mais alguma coisa?

Nauseabundo, irritado, o milionário grita:

– “Procure na internet a coisa mais cara que o mundo oferta!”

O balconista vai para trás de um monitor de computador e sai de lá com uma solução:

– “Senhor, a NASA fabricou um foguete de última geração e o pôs a venda, por uma fábula trilionária…”

– “Não tem problema! Esta nave espacial vai um presente para minha filha! Quero ver se você vai perguntar novamente: ‘Mais alguma coisa?’!”

– “Não diga uma coisa dessas”, replicou o jovem. “Meu patrão é exigente, e pede que eu sempre pergunte: ‘Mais alguma coisa.”

– “Então é por isso?!” interrompeu o empresário. “Saiba que vou comprar esta loja amanhã e vou demitir seu patrão! Como é possível ter algo a mais para eu dar a minha filha?!”

O rapaz, corajoso, o interpela:

– “Na verdade há assim, caro senhor. Apenas pergunto: você já deu o Criador a sua filhinha?”

– “Não brinque comigo, jovem!” diz sério o magnata. “Como posso dar Deus a alguém?”

– “O senhor não pode”, responde o balconista, “mas o próprio Deus quis dar-se a nós em uma Cruz. Sua filha já foi batizada?”

– “Ehh… Ehh.. realmente, preciso preparar uma grande festa de batizado: convidar presidentes, chamar autoridades, vai ser uma comemoração de muita importância…”

– “Não, senhor. Não é disso que falo. Se o senhor me pergunta qual o maior presente que pode dar à sua filhinha, eu lhe respondo sem hesitação: é o próprio Deus, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, cujo Reino não terá fim. Quando uma pessoa é batizada, o próprio Deus vem habitar nela e a transforma num templo, onde reside a Santíssima Trindade”.

“No momento em que a pessoa é batizada”, continuou o vendedor, “Deus a adota como Sua própria filha, e lhe dá o direito de receber por herança eterna tudo o que pertence a Ele mesmo. E adotando-a, a faz participar da Sua própria natureza divina, comunicando-lhe Sua própria vida eterna e sobrenatural”.

“Dar Deus a alguém é um presente tão grande, tão insuperável, que apesar de ser onipotente, nem Ele poderia dar um presente maior”, concluiu o jovem.

O bilionário calou-se. Ficou pensativo um momento, levantou-se, deu um abraço no rapaz e lhe disse: “Muito obrigado, meu filho. Você tem toda razão. Reze por mim para que não só eu possa dar esse tesouro incalculável para minha filha o quanto antes, como possa recuperá-lo para minha própria alma”.

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