A Santa Mãe de Deus e seus títulos

Arautos Granja Viana: “A Santa Mãe de Deus e seus títulos”

Uma das maneiras de medirmos a grandeza de um nobre é conhecermos os seus títulos. Por exemplo, o Grand Condé, Luís II de Bourbon, contemporâneo de Luís XIV, possuía os seguintes títulos: Príncipe de Condé, Primeiro Príncipe de sangue real, Primeiro Par de França, Duque d’Enghien, Duque de Bourbonnais, Duque de Châteauroux, Duque de Montmorency, Cavaleiro das Ordens do Rei, Governador da Borgonha e Governador de Bresse.

Vemos que não é qualquer um esse Grand Condé. De fato, ele foi uma das glórias do reino de França.

O mesmo se passa com um rei ou com uma rainha. Seria um disparate dizer que cada título faz com que um Rei, uma Rainha ou um nobre seja outra pessoa. No caso do Grand Condé ele se multiplicaria em 10 pessoas, pois este é o número de seus títulos nobiliárquicos. Bem sabemos que isso não é assim, pois ele possui todos esses títulos.

Isso não se passa somente no campo nobiliárquico. Por exemplo, um Embaixador pode ser formado em Medicina, Catedrático de História, professor de diversos idiomas, etc. Então, vemos  que um só homem pode ter vários títulos.

Pode-se dar um exemplo mais fácil de se entender ainda: nossa mãe, a mesma que cuida de nós, vai ao supermercado, à feira, talvez tenha algum trabalho fora. Em nenhum momento ela deixa de ser a nossa mãe para ser a senhora que vai fazer compras. Ela será sempre a nossa mãe!

Se assim é com um nobre, com um embaixador, com uma mãe, muito mais será com Aquela que foi escolhida para ser Mãe de Deus, a Santíssima Virgem Maria! Nosso Senhor Jesus Cristo é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, segundo está afirmado nas Sagradas Escrituras. Ora, se Nosso Senhor Jesus Cristo é Rei, Nossa Senhora é Rainha, pois Ela é a Mãe do Rei.

Para se ter uma ideia só em um livro há 378 invocações de Nossa Senhora![1] Outro trata sobre os “mil nomes de Nossa Senhora”[2]!

São Bernardo disse que “de Maria nunquam satis – de Maria, nunca basta”, o que se pode dizer sobre Ela é inesgotável. A tal ponto isso é assim, que na Europa saem em média mil livros sobre Nossa Senhora, por ano!

Sobre esta frase de São Bernardo, comenta São Luis Maria Grignon de Montfort[3]: “Ainda não se louvou, exaltou, honrou, amou e serviu suficientemente a Maria, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço Ela merece. (…) Os Santos disseram coisas admiráveis desta Cidade Santa de Deus. (…) E, depois, proclamaram que é impossível perceber a altura de seus méritos, que Ela elevou até o trono da Divindade; que a largura de sua caridade mais extensa que a Terra, não se pode medir.”

Só para ilustrar melhor a afirmação que faz São Luís, é interessante conhecermos que a superfície da Terra é estimada em 510.065.500 Km2! Pois bem, São Luís diz que a caridade, o amor de Nossa Senhora a Deus é mais extenso que a Terra!

São Luís continua: “A profundeza de sua humildade e de todas as suas virtudes e graças são um abismo impossível de sondar!”

O maior Monte da Terra é o Everest, com 8.848 m! Onde há grandes montanhas, há grandes abismos, imaginem os que ali se podem encontrar! Isso não é nada em comparação com os “abismos” de virtude de Nossa Senhora!

Terminemos o que diz São Luís: “Os olhos não viram, o ouvido não ouviu, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e excelências de Maria, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória.”

Em artigos futuros conheceremos alguns títulos de Nossa Senhora, não de todos, porque isso é impossível, dado a imensa quantidade de seus títulos e invocações.

(Retirado de artigo publicado pelo boletim: Triunfo do Imaculado coração de Maria).

 


[1] Cfr. Miryam, de Mário Fonseca.

[2] Cfr. Os Cinco Minutos de Maria, de Alfonso Milagro.

[3] São Luís Maria Grignon de Montfort, Tratato da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Vozes, Petrópolis, 1961, pp. 20-23.

Quem é mais, manda menos…

A vida comum e corrente de todos os dias nos traz ensinamentos valorosos na compreensão de vários acontecimentos. A observação detida, e às vezes desinteressada, pode nos fornecer princípios que talvez décadas de estudo não proporcionariam. Assim nascem, na maioria das vezes, os chamados “ditados populares”, os quais, diga-se de passagem, resumem em pequenas sentenças o que os livros dedicariam boas páginas no intuito de tratar dignamente de certos temas.

Pois bem, um dos ditos populares muito familiar a nossos ouvidos talvez seja: “Quem pode mais, chora menos…” Frase um pouco crua no que diz respeito a uma educação mais polida, porém, verdadeira. Não obstante, mais do que o simples significado da afirmação, o que nos interessa no presente momento é a “moldura” que a reveste, a qual, sem muita dificuldade, deixa entrever que aquele que possui maior força, maior poder, maior autoridade, é o que faz valer sua voz, é o que subjuga, que intimida precisamente pelo que representa diante dos outros. Essa concepção, apesar de não figurar tão sem véus assim, é o modo como muitas vezes interpretamos a toda e qualquer autoridade, como se a hierarquia viesse de fábrica com uma espécie de selo macabro e injusto. Ora, a análise de uma vida digna de imitação, isto é, a de Nosso Senhor Jesus Cristo bem nos mostra uma outra concepção acerca da hierarquia, conforme comenta Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP:

“À primeira vista, a constituição da Sagrada Família é um mistério, pois nela quem tem mais autoridade é São José, como patriarca e pai, com direito sobre a esposa e sobre o fruto de suas puríssimas entranhas.

A esposa é Mãe de Deus, Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Sendo Mãe, tem Ela poder sobre um Deus que Se encarnou em seu seio virginal e Se fez seu Filho.

Nosso Senhor Jesus Cristo, como filho, deve obediência a esse pai adotivo, aceitando em tudo a orientação e a formação dada por José; e também à sua Mãe, criatura sua. Que imenso, insondável e sublime paradoxo!

Assim, na ordem natural, José é o chefe; Maria, a esposa e mãe; e Jesus, a criança. Porém, na ordem sobrenatural, o Menino é o Criador e Redentor; Ela, a Medianeira de todas as graças, Rainha do Céu e da Terra; e José, o Patriarca da Igreja. José, o que de si tem menos poder, exerce a autoridade sobre Nossa Senhora, a qual tem a ciência infusa e a plenitude da graça, e sobre o Menino, que é o Autor da graça.

Por que dispôs Deus essa inversão de papéis?

Assim fez para nos dar uma grande lição: Ele ama a hierarquia e deseja que a sociedade humana seja governada por este princípio, do qual o próprio Verbo Encarnado quis dar exemplo.”[1]


[1] CLÁ DIAS, João Scognamiglio. O inédito sobre os Evangelhos. Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2012, 130-131, vol. V.

“Eis a serva do Senhor”

Obedecendo, ensina Santo Irineu, a Santíssima Virgem tornou-Se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano.[1]

Diz o Evangelho:

O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?” Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.” Então disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela” (Lc 1, 30-38).

Neste trecho da Sagrada Escritura repleto de bênção e cheio de unção Divina, São Lucas nos faz meditar sobre a humilde e discreta obediência d’Aquela a quem devemos a Encarnação do Verbo.

Se percebermos a Virgem ficar atônita por um instante, não é porque está hesitada diante da vontade de Deus, mas é porque sua incomparável humildade e delicada pureza A faz temer a insigne honra da maternidade divina.

Escutemos Santo Ambrósio:

Maria não iria recusar a crer no anjo, e nem usurpar temerariamente as coisas divinas. Por isso disse ao anjo: “como se fará isto?” Esta resposta foi mais oportuna do que a do sacerdote. Maria disse “como se fará isso? e aquele disse: “como poderei saber isto?” Aquele se nega a crer e parece buscar outro motivo que confirme sua fé, porém Maria não duvida que ela deve fazer, visto que pergunta como se fará.[2]

Assim, no coração de Maria não havia outra resposta a não ser o “fiat”, proclamando-se “serva do Senhor”, frase usual no ambiente oriental para se falar com um superior, aceita os desígnios divinos, que é uma mostra de confiança e de obediência à Palavra de Deus. Através desse consentimento, Maria tornou-se Mãe de Jesus e “consagrou-se totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e obra de seu Filho”.[3]

Na antiguidade, época em que a escravidão era prática comum, é onde devemos valorar esta expressão. O escravo não tinha vontade própria e nem um querer fora de seu amo. Também Nossa Senhora, diante de Deus, não tinha outro querer senão o Divino[4]. Por isso, inclinou-se diante da palavra do anjo e pronunciou seu “Fiat” imortal, que ecoará até o fim, soando mesmo no meio das humilhações e dos abandonos do Calvário. De sua alma submissa sempre se evolará o brado da obediência e do amor: “Fiat mihi secundum verbum tuum” (Lc 1, 38).[5]


[1] Cf. IRINEU. Adver. Haer. 3, 22, 4. In: MIGNE, J. P. Patrologiae Cursus Completus: Patrologiae Graecae. Vol. 7, p. 959.

[2] Apud. SÃO TOMÁS DE AQUINO. Catena Aurea. Vol. IV. Buenos Aires: CCC, 1946. p. 20.

[3] “Ita Maria filia Adam, verbo divino consentiens, facta est Mater Iesu, ac salvificam voluntatem Dei, pleno corde et nullo retardata peccato, complectens, semetipsam ut Domini ancillam personae et operi Filii sui totaliter devovit, sub Ipso et cum Ipso, omnipotentis Dei gratia, mysterio redemptionis inserviens”. (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, 21 nov. 1964. In: AAS 57 (1965) 56. p. 60. Tradução do autor).

[4] Cf. TUYA, Manuel. Biblia Comentada: Evangelios. Vol Vb. 3. ed. Madrid: BAC, 1977. p. 28.

[5] Cf. L’AMI DU CLERGÉ PAROISSIAL. Sermon Pour la Purification. Saint Pierre, n. 3, 16 jan. 1902. p. 49-56.

Medianeira e Dispensadora universal de todas as graças

Arautos em São Paulo: “Medianeira e Dispensadora universal de todas as graças”

“Daí de graça o que de graça recebestes”; frase célebre porque muitas vezes ouvida, mas, mais ainda, por vir dos lábios do Divino Mestre.[1] Ora se há algo que de graça recebemos é a própria graça dada por Deus.

Graça… mas o que é a graça?  “A graça de Deus é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a própria alma e torná-la capaz de viver com Deus, agir por seu amor.”[2] Graça pela qual nos tornamos filhos de Deus e alcançamos o Céu, pois “sem o auxílio da graça de Deus, só com as nossas forças, não podemos fazer nada que nos seja útil para a vida eterna.”[3]

Ora, de todas as graças a Virgem Santíssima é a Medianeira e Dispensadora universal.[4] Jesus é o receptáculo de todas as graças, Maria as distribui. Quanto teríamos de lhe agradecer, quão poucas palavras lhe conseguimos dirigir. Porém, um bom hino de louvor poderia ser o que segue:

“Ah! Verdadeiramente, a invenção seria genial, se não fosse divina. Que Maria seja bem efetivamente esta Medianeira, isso sobressai do que Ela é em relação ao Mediador e em relação a nós. Ele lhe deve tudo, pois Ela é sua Mãe; Ela nos deve tudo, porque é a nossa. Portanto, entre Ele e nós, Ela é o sagrado liame, a augusta intermediária que não saberia resignar-se a um rompimento, e para evitá-lo emprega todos os seus recursos, usa de todos os seus direitos, faz valer toda a sua graça.

Ó Jesus, quem exaltará vossas misericórdias? Suspenso ao madeiro, entregue indefeso aos golpes da justiça divina, compreendendo então, por experiência, quanto é terrível para a fraqueza humana de se encontrar só, com suas faltas, em face de Deus, quisestes nos abrir um asilo, mesmo contra vossa cólera de Cordeiro.”

Vosso servo Jó, outrora bradou: ‘Quem, Senhor, me protegerá contra vossa cólera?’ O sondo de Jó, Vós o realizastes, confiando-nos ao coração da mais compassiva das mulheres.”[5]


[1] Cf. Mt 10, 8.

[2] Catecismo da Igreja Católica, n. 2000.

[3] Catecismo de São Pio X. n. 532.

[4] Cf. ROSCHINI, Gabriel. Instruções Marianas. São Paulo: Paulinas, 1960, p. 83; 96.

[5] DADOLLE, Pierre. Le Mois de Marie. Paris: J. Gabalda, 1925, p.239. In: CLÁ DIAS, JOÃO SCOGNAMIGLIO. Pequeno Ofício da Imaculada Conceição comentado. 2 ed. São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2011, v. II, p. 144-145.

Consagração a Nossa Senhora

A consagração a Nossa Senhora consiste em o homem dar‑se a Ela. E, já que ele pode realizar em si de algum modo as virtudes que nela refulgem dar‑se à Mãe de Deus é para o homem procurar imitá‑la e também servi‑la. O conhecimento de Nossa Senhora, a admiração por Ela, a imitação e o serviço a Ela, são os elementos integrantes desta completa consagração a Maria Santíssima que nós queremos verdadeiramente realizar.

Mas daí nós passamos a uma pergunta: Como viver essa consagração em nossos dias? Nossa vida deve ser tal que os princípios de santidade que aurimos na consagração a Ela se reflitam não só nas almas, mas em tudo aquilo que nos cerca.

Por uma misteriosa afinidade entre as formas, os sons, as cores, os perfumes pode-se exprimir estados de espírito diversos. É necessário, pois, que se reflitam estados de espírito virtuosos para a formação dos ambientes nos quais o homem encontre os recursos necessários para a sua santificação, imagens de Deus que lhe falem aos sentidos, lhe dêem o atrativo da virtude e o estimulem por essa forma a conhecer, a ter apetência da beleza de Deus, que ele só verá face a face na glória dos céus.

Organizar uma ordem de coisas assim seria pois o Reinado de Jesus Cristo, o Reinado de Maria na terra. É isso que almejam os Arautos do Evangelho. Mediante o quê? Mediante a difusão da devoção Àquela que prenunciou a era de seu próprio reinado, ao dizer: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” Para tal intento um ótimo sinal pôde ser visto na Consagração a Nossa Senhora realizada neste último fim de semana…

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O aniversário de Maria Santíssima

“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens. Eis que anuncio uma grande alegria!” Esta frase angelical que foi dita pela primeira vez na história, a qual ouvimos na liturgia de 25 de dezembro, nascimento do Menino Jesus, bem poderia ser antecipada ao mais augusto nascimento que já houve, para ser aplicada aquela Criatura que daria a luz ao Criador.

Os únicos nascimentos que a Igreja comemora na liturgia são o de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora e de São João Batista, do qual foi dito pelo Divino Mestre que de todos os homens nascidos de mulher, ninguém foi tão grande como ele.

Nossa Senhora, nascida de São Joaquim e Santa Ana, foi a casa perfeita e completa construida pelas mãos de Deus para que Ele viesse habitar. Os mariólogos comentam que onde os grandes santos chegaram ao auge da santidade, a Virgem Santíssima começou a prática da virtude um pouco além do cume dos bem-aventurados. Concebida sem pecado original desde a sua concepção, ela nos deu a Virtude e a Vida por excelência, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, reparando assim todo o mal provocado pela primeira mulher da criação, Eva, que trouxe o pecado e a morte para a terra.

É costume entre as pessoas dar presentes para aqueles que fazem aniversário. Hoje é o aniversário de Nossa Senhora! Então, o que dar para aquela que nos fez abrir as portas do Céu, trazendo-nos o Redentor da Humanidade? Não temos nada de material a sua altura para oferecer a ela e por mais que tivéssemos, é bem certo que o que mais lhe agradaríamos nesse seu aniversário é fazermos um propósito sério de abraçar a santidade profundamente com todas as nossas forças. Com isso poderemos ter a certeza que Nossa Senhora do Céu esboçará um sorriso de tal modo maternal, cândido e capaz de operar tantas maravilhas que, se nós a víssemos, nos tornaríamos realmente santos instantaneamente!

A solução para todos os problemas

Haveria alguém que não tem problemas na vida? Bem difícil seria. Porém, uma vez que os problemas existem para todos, resta outra pergunta: haverá remédio para todos os problemas da vida? Existe, mas nem todos o utilizam…

A própria Santíssima Virgem foi quem nos deu a solução para nossos problemas. Mais seguro do que qualquer garantia humana, é precisamente na oração, e na oração feita a Ela, que haveremos de encontrar um porto seguro em meio aos vagalhões das preocupações de todos os dias.

Foi a São Domingos e ao Beato Alano de la Roche a quem foram dirigidas as seguintes promessas para aqueles que recitarem o Santo Rosário:

1)      Quem Me servir constantemente rezando o Meu Rosário, receberá qualquer graça especial.

2)      A todos aqueles que devotamente rezarem o Meu Saltério, prometo a Minha especialíssima proteção e grandes graças.

3)      O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios e o pecado e abaterá as heresias.

4)      O Rosário fará florescer as virtudes e as obras santas, fará conseguir às almas as copiosas misericórdias de Deus, desapegará os corações dos homens do amor vão do mundo e os levantará ao desejo das coisas eternas. Oh, quantas almas se santificarão por este meio!

5)      A alma que se recomendar a Mim, com o Rosário, não perecerá.

6)      Todo aquele que rezar devotamente o Rosário com a contemplação dos seus sagrados mistérios, não será oprimido pelas desgraças, não será castigado pela justiça de Deus, e não morrerá de morte repentina, mas se converterá se for pecador, se conservará em graça, se for justo, e se fará digno da vida eterna.

7)      Os verdadeiros devotos do Meu Rosário não morrerão sem os Santíssimos Sacramentos.

8)      Os que rezarem o Meu Rosário terão em vida e na morte a luz e a plenitude da graça e em vida e na morte serão admitidos a participar dos méritos dos bem-aventurados do Céu.

9)      Os devotos do Meu Rosário que forem para o Purgatório Eu os libertarei no mesmo dia.

10)  Os verdadeiros filhos do Meu Rosário gozarão grande glória no Céu.

11)  Tudo o que for pedido pelo Rosário será concedido.

12)  Os que propagarem o Meu Rosário serão por Mim socorridos em todas as suas necessidades.

13)  Eu consegui do Meu divino Filho que todos os da Confraternidade do Rosário tenham, por seus confrades, todos os da corte celeste em vida e na morte.

14)  Os que rezarem o Meu Rosário são Meus filhos e irmãos de Jesus Cristo, Meu Unigênito.

15)  A devoção ao Meu Rosário é um grande sinal de predestinação.

 

Depois de tais promessas, e ainda feitas pela própria Santíssima Virgem, Ela que é a Salus Infirmorum, isto é, a Saúde dos enfermos, não há doença que fique sem cura, não há problema insolúvel, não há preocupação que nos tire a tranquilidade. O Rosário é, com efeito, um grande meio de nos unirmos a Deus e a Maria, obtermos a paz para nossa vida, e a solução para todos os nossos problemas…

“E o nome da Virgem era Maria”

Maria de Fátima, Maria Aparecida, Maria da Graças são nomes que antigamente eram atribuídos às meninas por mães católicas em memória da Santíssima Virgem Maria.

Entretanto alguém já parou para pensar o que significam estes nomes? Certamente não. Por isso vamos expor diversos significados e mostrar que o nome da Virgem corresponde ao Seu chamado.

No idioma aramaico este nome significa “senhora” ou “princesa”. Ora Nossa Senhora era da estirpe real de Davi, portanto era uma princesa. Mas Sua realeza aumentou, estendendo-se à todas as criatura inclusive aos Anjos, porque Ela se tornou Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Criador e Regente do Universo, e foi coroada pela Santíssima Trindade ao subir aos Céus.

No idioma popular significa “A iluminadora”. Foi por Maria que Nosso Senhor Jesus Cristo entrou nesse mundo. Ela foi o caminho pelo qual a Luz do mundo veio iluminar as treva do pecado em que o mundo estava imerso. Ela ilumina as almas com Suas virtudes e Seus dons, com Sua obediência à Voz do Senhor : “Faça-se em Mim, segundo a Sua Palavra” (Lc. 1, 38).

No significado científico para o hebraico significa: “Formosa”. Diz o Cântico dos cânticos “Como és formosa, amiga minha! Como és bela!”(Ct. 1, 15), “És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti.” (Ct. 4, 15), nisso contemplamos a Imaculada Conceição da Santa Virgem Maria.

No idioma egípcio Maria significa “preferida de Deus”, pois Myr em egípcio significava a filha mais preferida e ya significava o Deus verdadeiro, Yahweh. Mostrando que Nossa Senhora é a Filha preferida por Deus, no dizer de Santa Isabel e que rezamos na Ave-Maria “bendita sois Vós entre as mulheres” (Lc. 1, 28).

E não podíamos deixar de mencionar a bela oração de São Bernardo louvando o Santíssimo Nome de Maria:

“E o nome da Virgem era Maria. Falemos um pouco desse nome que significa segundo se diz “estrela do mar”. E que convém maravilhosamente a Virgem Mãe. Ela é verdadeira mente esta estrela que deveria elevar-se sobre a imensidade do mar, toda brilhante de próprios méritos, radiante com os próprio exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem era Maria”.

Nossa Senhora: A Luz da Fé

Neste Ano da Fé, no qual todos nós somos convidados a crescermos nesta virtude e manifestá-la pelas obras mediante a perseverança, encontramos em Maria Santíssima o augusto exemplo para imitarmos. Ela que, enquanto todos  duvidavam da Ressurreição do Senhor, foi a única “labareda” de fé que brilhou na escuridão dos dias em que o Salvador descera à mansão dos mortos. Acompanhemos, então, algumas considerações acerca desta Fé de Maria, qual Luz que ilumina em meio às trevas… Continue lendo “Nossa Senhora: A Luz da Fé”