O hábito faz o monge?

Arautos Granja Viana: “O hábito faz o monge?”

Em uma das recentes reuniões do “Projeto Futuro e Vida”, os jovens assistentes puderam desfrutar de um interessante e atraente tema: “O hábito faz o monge?”, palestrada pelo Diác. Lucas Gramiscelli E.P.

É comum o ditado “O hábito não faz o monge”, entretanto, será ele realmente verdadeiro?

Tendo por base pesquisas recentes, a respeito das vestimentas e de sua influência, o referido palestrante mostrou que, de fato, o hábito faz o monge…

Uma das pesquisas- estudo de 4 anos- foi elaborada por uma holandesa, Herlinde Koelbl, entitulada: “Kleider Machen Leute”, ou seja, “A roupa faz o homem”:

“Suas 70 fotografias retratam pessoas de diferentes áreas e grupos com uniformes/roupa de trabalho e em momentos casuais. Com o objetivo de mostrar que por trás de uma peça de pano, há muita coisa: as roupas podem se tornar uma moldura para o que somos. Em depoimentos, as pessoas afirmaram que ao colocarem os uniformes de trabalho, adotam uma postura totalmente distinta: muitos passam a ser mais confiantes, se sentem mais atraentes e poderosos. A linguagem do corpo muda e até a voz é imposta de forma diferente. A mudança também acontece entre as relações interpessoais: alguém fardado passa a ser olhado com mais respeito, admiração ou preconceito, dependendo do olhar da sociedade para determinadas profissões.”[1]

Outro estudo americano comprava que há significado social nas roupas que se usam e de que interferm nos processos cerebrais:

“Os pesquisadores, liderados por Adam Galinsky, realizaram três experiências usando jalecos brancos idênticos de médicos e pintores. Em todos os casos, as pessoas que vestiram as peças que seriam dos profissionais de saúde — a quem costuma ser atribuído um comportamento cuidadoso, rigoroso e atento — apresentaram melhores resultados em testes de atenção e percepção visual de erros. Houve quem apenas olhasse a roupa, mas quem a vestiu se saiu melhor.(…)

Para os cientistas, um dos pontos mais interessante do estudo é a possibilidade de compreender se o significado da roupa que vestimos afeta nossos processos psicológicos: ele altera a forma como nos aproximamos e interagimos com o mundo? Na opinião do psicólogo e autor do livro “Homens invisíveis” (Editora Globo), Fernando Braga da Costa, a resposta é sim: — Tudo o que é intelectual é guiado também pelo nosso equilíbrio emocional. Além disso, o que controla nossas vias neurológicas está relacionado com nossas emoções, cuja construção passa pelos relacionamentos e a concepção de valores sociais.[2]

Além das explicações e notícias, uma sketch teatral  com rimas pode ilustrar aos jovens um aprendizado moral sobre o assunto.


[1] Followthecolours.com.br

[2] O Globo – Juliana Câmara

Qual o meu destino?

Arautos Granja Viana: “Qual o meu destino?”

Qual é o meu destino? Pergunta comum para quanta gente. O  incomum é fazê-la em pleno feriado de carnaval… Todavia, foi justamente para responder a esse questionamento que vários jovens puderam participar de um simpósio no Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho na grande São Paulo.

Porém, longe de se aventurarem em tentar descobrir as sendas do futuro por uma espécie de visão, os arautos apenas colocaram diante dos olhos de jovens provenientes de diversas cidades a verdade ensinada pela Igreja acerca do destino de todo homem, isto é, a eternidade. Todo homem, nesta terra, é peregrino, enquanto espera a hora de transpor os umbrais da eternidade. Para encontrar o quê? Depende de qual caminho tomou para chegar até lá…

Neste simpósio foram mostrados a esses jovens três caminhos seguros para chegar a um porto seguro na eternidade: a confissão, a comunhão, e a oração. Fazendo, assim, eco aos ensinamentos de Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho:  “Aproximando-me sempre das vias dos Sacramentos, sobretudo do Sacramento da Eucaristia, do Sacramento da Confissão e com frequência, eu tenho sobre mim a promessa de Nosso Senhor: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, terá a vida eterna”. (Homilia de 11 fev. 2007).

Para levar a cabo tão laboriosa atividade recorreu-se, como de costume, às encenações teatrais e às palestras explicativas. Porém, entre umas e outras considerações acerca do mundo sobrenatural, também tiveram excelentes oportunidades para contemplar as belezas naturais como, por exemplo, na caminhada feita na segunda-feira rumo ao cume do monte Saboó, localizado na cidade de São Roque – SP.

Não deixe de ver as fotos desses últimos dias!

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E o Verbo se fez carne…

Mais algum tempo e terá passado o Tempo do Natal, conforme nos ensina a Liturgia. Todavia, certamente não será tempo de esquecer os preciosos ensinamentos e esperanças que nos deu a Encarnação do Verbo de Deus, como lembra o Pe. Thomas de Saint-Laurent:

“O sábio constrói a casa sobre o rochedo: nem inundação, nem chuvas, nem tempestades a poderão lançar por terra. Para que o edifício da nossa confiança resista a todas as provas, preciso é que se eleve sobre bases inabaláveis.

“Quereis saber, diz São Francisco de Sales, que fundamento deve ter a nossa confiança? Deve basear‑se na infinita bondade de Deus e nos méritos da Morte e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, com esta condição da nossa parte: a firme e total resolução de sermos inteiramente de Deus e de nos abandonarmos completamente e sem reservas à sua Providência” ([1]).

As razões de esperança são demasiado numerosas para que possamos citá‑las todas. Examinaremos aqui somente as que nos são fornecidas pela Encarnação do Verbo e pela Pessoa sagrada do Salvador. De resto, é Cristo em verdade a pedra angular ([2]) sobre a qual principalmente deve apoiar‑se a nossa vida interior.

Que confiança nos inspiraria o mistério da Encarnação, se nos esforçássemos por estudá‑lo de maneira menos superficial!…

Quem é essa criança que chora no presépio, quem é esse adolescente que trabalha na oficina de Nazaré, esse pregador que entusiasma multidões, esse taumaturgo que opera prodígios sem conta, essa vítima inocente que morre na Cruz?

É o Filho do Altíssimo, eterno e Deus como o Pai… é o Emanuel desde tanto tempo esperado; é Aquele que o Profeta chama o “Admirável, o Deus forte, o Príncipe da paz” ([3]).

Mas Jesus ‑ disto nos esquecemos frequentemente ‑ é nossa propriedade. Em todo o rigor do termo, Ele pertence‑nos; é nosso; temos sobre Ele direitos imprescritíveis, pois o Pai celeste no‑Lo deu. A Escritura assim o afirma: “O Filho de Deus nos foi dado” ([4]).

E São João, no seu Evangelho, diz também: “Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu Filho Unigênito” ([5]).

Ora, se Cristo nos pertence, os méritos infinitos dos seus trabalhos, dos seus sofrimentos e da sua morte pertencem‑nos também. Sendo assim, como poderíamos perder a coragem? Entregando‑nos o Filho, o Pai do Céu deu‑nos a plenitude de todos os bens. Saibamos explorar largamente esse precioso tesouro.

Dirijamo‑nos, pois, aos Céus com santa audácia; e, em nome desse Redentor que é nosso, imploremos, sem hesitar, as graças que desejamos. Peçamos as bênçãos temporais e sobretudo o socorro da graça; para a nossa Pátria solicitemos paz e prosperidade; para a Igreja, calma e liberdade.

Essa oração será certamente atendida.” (O Livro da Confiança. Padre Thomas de Saint Laurent, cap. V.)

Certamente ainda é tempo de ver as comemorações natalinas que os arautos em São Paulo fizeram no decorrer deste período natalino. Veja mais fotos na página ÚLTIMAS ATIVIDADES, APRESENTAÇÕES NATALINAS…


[1] ) Les vrais entretiens spirituels. Ed. de Annecy, t. VI, p. 30.

[2] ) Cf. Atos, IV, 11.

[3] ) Isaías, 9, 6.

[4] ) Filius datus est nobis. Isaías, IX, 6.

[5] ) Jo. 3, 16.

Um Menino que transformou a História

 

“Entremos numa certa Gruta e ali veremos um Menino adorado por sua Mãe Santíssima e São José, reunidos em família, oferecendo mais glória a Deus do que toda a humanidade idólatra, e até mesmo mais do que os próprios Anjos do Céu em sua totalidade. Já em seu nascimento, numa singela manjedoura, aquele Divino Infante reparava os delírios de glória egoísta sofregamente procurada pelos pecadores. Ele se encarnou para fazer a vontade do Pai e, assim, dar-nos o perfeitíssimo exemplo de vida.” (CLÁ DIAS, Mons. João Scognamiglio. O Inédito sobre os Evangelhos. Cittá del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, p. 105-106, vol. V).

Ao acompanharmos a Liturgia nesses dias contemplamos o nascimento de um Menino, o qual, dividindo a História ao meio, merece perene louvor pelos séculos, representado pela solene oitava de comemoração do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se enganaria quem julgasse o Natal como data passada, um dia mais festivo em meio às centenas de outros tantos. Certamente assim seria, se o nascimento comemorado fosse de qualquer um de nós e não de Deus, como de fato é. Nascimento de Deus? A pergunta mostra-se absurda em sua elaboração, pois quem é Deus obviamente não tem princípio. Todavia, o que para os homens parece absurdo, para Deus foi o meio escolhido para demonstrar aos mesmos homens, dignos de todo castigo, o amor e a condescendência d’Aquele que não se horrorizou em tomar nossa carne para nos reconduzir àquela pátria impossível de alcançar, não fosse a verdade de um tão admirável Natal.

Natal glorioso, mas ao mesmo tempo silencioso, repleto de luz e, entretanto, escondido em meio às trevas da meia-noite, cantado pelos Anjos do Céu, presenciado apenas pelos pastores da terra… Paradoxo sublime! Registrado nas páginas da História, lembrado nas canções… Canções? Sim, canções; e das mais variadas partes do mundo e épocas históricas. Foi precisamente para rememorar essas canções que os jovens do Projeto Futuro & Vida prepararam diversas apresentações natalinas neste fim de ano. Uma delas, e digna de nota, foi realizada na diretoria de ensino do município de Osasco – SP, como todos poderão acompanhar nas fotos deste post, e da página “ÚLTIMAS ATIVIDADES”, deste mesmo blog.

Consagração a Nossa Senhora

A consagração a Nossa Senhora consiste em o homem dar‑se a Ela. E, já que ele pode realizar em si de algum modo as virtudes que nela refulgem dar‑se à Mãe de Deus é para o homem procurar imitá‑la e também servi‑la. O conhecimento de Nossa Senhora, a admiração por Ela, a imitação e o serviço a Ela, são os elementos integrantes desta completa consagração a Maria Santíssima que nós queremos verdadeiramente realizar.

Mas daí nós passamos a uma pergunta: Como viver essa consagração em nossos dias? Nossa vida deve ser tal que os princípios de santidade que aurimos na consagração a Ela se reflitam não só nas almas, mas em tudo aquilo que nos cerca.

Por uma misteriosa afinidade entre as formas, os sons, as cores, os perfumes pode-se exprimir estados de espírito diversos. É necessário, pois, que se reflitam estados de espírito virtuosos para a formação dos ambientes nos quais o homem encontre os recursos necessários para a sua santificação, imagens de Deus que lhe falem aos sentidos, lhe dêem o atrativo da virtude e o estimulem por essa forma a conhecer, a ter apetência da beleza de Deus, que ele só verá face a face na glória dos céus.

Organizar uma ordem de coisas assim seria pois o Reinado de Jesus Cristo, o Reinado de Maria na terra. É isso que almejam os Arautos do Evangelho. Mediante o quê? Mediante a difusão da devoção Àquela que prenunciou a era de seu próprio reinado, ao dizer: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” Para tal intento um ótimo sinal pôde ser visto na Consagração a Nossa Senhora realizada neste último fim de semana…

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Um buquê de flores…

No dia 03 de agosto, último sábado, os alunos participantes do Projeto Futuro e Vida tiveram a oportunidade de assistir a uma interessante reunião sobre um tema pouco comum: um sonho! Mas, não um sonho comum, pois se trata de um dos vários sonhos que teve o grande São João Bosco.

Tal sonho, ocorrido no dia 06 de dezembro de 1876, foi narrado pelo santo a seus alunos do Oratório, que era a casa de formação da juventude feita por São João Bosco, no dia 22 do mesmo mês.

O fundador dos salesianos diz que, durante o sonho, foi levado a um local até então nunca visto, em que ele via jardins enormes repletos de flores das mais belas que se possam contemplar, com árvores cobertas do frutos mais saborosos. Nesse lugar havia construções tão espetaculares que segundo S. João Bosco nem toda riqueza da terra seria suficiente para construir um só desses castelos. Junto com tudo isso, também começou a ouvir uma música tocada com centenas de milhares de instrumentos e era tão bela que nenhum compositor seria capaz de compô-la.

Após esta visão extraordinária S. João Bosco vê aproximar-se em sua direção uma multidão de jovens, chefiados nada mais, nada menos, do que por São Domingos Sávio, o qual estava revestido por uma túnica alvíssima, repleta de diamantes e tecida com fios de ouro, tendo uma faixa vermelha na cintura com incrustações de esmeraldas, rubis e outras pedras preciosas.

Nosso venerável santo, beneficiado com esse sonho, pergunta a S. Domingos Sávio se ali era o Céu, o qual responde negativamente, pois ali só havia prazeres naturais. Do contrário, se alguém visse o Céu em vida morreria de felicidade. Após isto, S. João Bosco pergunta a S. Domingos o que ele tinha a dizer sobre o passado dos salesianos, e ele responde que toda aquela multidão que o seguia foi para o Céu graças à Ordem Salesiana. Porém, também diz que se S. João Bosco possuísse mais fé e confiança na Providência Divina o número dessas pessoas salvas seria cem milhões de vezes maior.

Depois dessas palavras o santo fundador pede a Deus perdão e faz o propósito de ter mais fé e confiança na Divina Providência. Também aproveita para perguntar acerca do que Deus tem a dizer sobre o momento em que passava a obra salesiana. S. Domingos, entretanto, dá um buquê de flores ao santo com sete tipos diferentes das mesmas. Tais flores traziam um significado: a rosa, que era a primeira das flores, simbolizava a caridade, tão necessária e querida por Deus, descrita no primeiro mandamento, que nos faz amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

A segunda flor era a violeta, flor pequena e discreta, que representava a humildade. Os participantes do Projeto Futuro & Vida, nesta parte da reunião, puderam assistir a um teatro ilustrando essa virtude e seu vício oposto,isto é, o orgulho.

 

A terceira flor, seguindo a narração, era o girassol, símbolo da obediência por causa de sua busca pelo Sol, no movimento do heliotropismo. A genciana era a quarta flor, a qual se usa para fazer chá, o qual tem um gosto amargo, mas faz abaixar a febre. Sendo assim, representa a penitência. A vida, se não tem períodos em que a pessoa tem de se esforçar para conseguir algo, não tem valor e beleza. É necessário passarmos por sofrimentos, o amargo do chá, para conseguimos o que queremos, abaixar a febre.

A quinta flor era o lírio, a pureza, virtude tão querida por Deus. S. Domingos disse a S. João Bosco que essa virtude deixa o homem semelhante aos Anjos. A comunhão frequente também estava representada no buquê de flores por uma espiga de trigo. Este sacramento é que nos dá força e alimenta a alma para suportarmos as tentações da vida.

A última flor é a mais importante, pois sem ela as outras não valem nada. É a “sempre-viva”, flor branca e pequena que após cortada não precisa de água nem sol para se manter, ela sempre fica constante e não seca. Podemos fazer a seguinte analogia: de que vale comungar uma vez a cada três meses ou obedecer os nossos superiores de vez em quando? É necessário praticar todas as virtudes de modo constante. E assim conseguiremos conquistar o paraíso visto em parte por São João Bosco neste sonho tão belo e tão real.

“Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!”: Encerramento da Missão Mariana em São Roque

Durante uma semana estiveram os arautos do Centro Juvenil de São Paulo em missão na cidade de São Roque, como todos puderam acompanhar nos últimos posts. Pois bem, há uma frase que assim se fiz: “O fim coroa a obra.” Ou seja, é precisamente o fim de uma obra que dará a esta todo o brilho que merece, ou desmerecerá o que veio antes. Isto bem se encontra, por exemplo, na consideração da vida dos Santos. Julgar-se-á se uma pessoa foi santa durante sua vida se, de fato, o fim de seus dias condizem com a obra de santidade que desempenhou enquanto vivia. Deste modo, mostramos a todos os espectadores do blog Arautos Granja Viana o fim da Missão Mariana realizada na semana passada, o qual corou de maneira esplêndida todo o apostolado realizado na cidade de São Roque.

O fruto de mais de 400 visitas diárias, durante a semana de missão, se mostrou na procissão e Missa que encerraram a visita da Imagem Peregrina àquela cidade. Centenas de pessoas encheram as imediações da Capela de Nossa Senhora de Fátima. A visita de uma Rainha bem merece uma honrosa saudação e dignos presentes, mas… o que ofereceram os habitantes de São Roque? Aquilo de maior valor que poderiam oferecer. O quê? Seus corações. Seus corações cheios de gratidão à Rainha dos Corações, cheios de fé e esperança na Mãe das Mães, como bem se pode ver nas manifestações de piedade…

Maria Santíssima quando apareceu na Cova da Iria, em Portugal, pediu conversão aos homens e mulheres. Apesar deste maternal pedido, pouco se pôde ver acerca desta mudança de vida… Não obstante, a Santíssima Virgem ainda nesta ocasião predisse tremendos castigos à Humanidade caso esta não ouvisse suas admoestações. Porém, antes de encerrar suas palavras disse: “Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!” Para o cumprimento destas palavras trabalharam todos os jovens arautos durante a Missão Mariana. Para que o Imaculado Coração de Maria triunfe, antes de mais nada, nos corações de cada um.

Alguém poderia perguntar: deixar triunfar esse Coração é algum benefício? A afirmação tornasse patente ao considerar o que é esse Coração. O Fundador dos Arautos do Evangelho, Mons. João Clá Dias, EP, comenta: “Esse é o Coração que é a Sede de Todas as Graças criadas por Deus. É o tesouro, é o depósito onde Deus despeja todas as graças. […] São Jerônimo chama esse coração, e é muito bonita a expressão dele, chama de: Eco Patris Divini. É um Coração que é um eco do Coração do Divino Pai, do Padre Eterno. Coração que é um Eco, um eco do Coração do Pai Eterno.”(Homilia, 16-06-2007)

Parece pouco? Vejamos o que o próprio Jesus disse acerca deste Coração, quando falava à Santa Matilde: “Vós deveis saudar o Coração Virginal de Maria, minha Mãe como um oceano cheio de graças celestes, e como um tesouro repleto de toda espécie de bens para os homens. Vós deveis saudar ainda, como o mais puro que jamais houve depois do meu. Pois Ela foi a primeira que fez o voto de virgindade. Vós o saudareis como o mais humilde. E Ela mereceu de me conceber nas suas castas entranhas pela virtude do Espírito Santo. Vós o saudareis como o mais devoto e o mais ardoroso dos desejos de minha Encarnação. Como o mais abrasado de amor de Deus e do próximo. Como o mais sábio, o mais paciente, o mais fiel, o mais consumido de toda espécie de virtudes.” (Revelações de Nosso Senhor a Santa Matilde [Meltilde])

Façamos, portanto, tudo que estiver a nosso alcance para o triunfo deste Imaculado Coração. Mais ainda, peçamos a graça de nele habitarmos, o qual, segundo S. Luís Maria Grignion de Montfort, foi o Paraíso feito por Deus para Ele próprio habitar!

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“Meu jugo é suave e meu peso é leve”: Missão Mariana em São Roque

“A treze de maio, na Cova da Iria, dos Céus aparece a Virgem Maria!…” É este um dos cânticos que tem ecoado pelas ruas da cidade de São Roque, na Missão Mariana que está sendo feita pelos arautos do Centro Juvenil de formação dos Arautos em São Paulo. A missão vem sendo desenvolvida ao longo de toda esta semana e inúmeras pessoas tem sido objeto de especiais graças dispensadas por aquela que é a Medianeira de todas as graças, Nossa Senhora.

O leitor bem poderia imaginar qual a surpresa de alguém que, em meio aos afazeres cotidianos ou, quiçá, em meio aos problemas e dificuldades que preocupam a tantas pessoas em nossos dias, primeiramente ouve o timbre de uma música incomum ao longe e, quando menos espera, ao sair à porta de sua casa é interrogada por um jovem interlocutor que lhe pergunta se deseja receber uma rápida visita da imagem da Santíssima Virgem… Bem se pode imaginar a surpresa, ou até emoção, presente numa circunstância assim.

Enquanto a Imagem Peregrina percorre as casas que a ela se abrem, um conjunto de arautos circula pelas ruas de São Roque tocando músicas, as quais, ao serem ouvidas pela população, já fizeram despertar em muitos a lembrança de épocas felizes em que se dedicavam ao serviço de Deus e da Igreja.

Claro está que não é o puro esforço humano que há de fazer frutificar uma missão destinada a mover as almas, ação que só a graça poderá realizar de modo eficaz e duradouro. Cientes disso os arautos envolvidos nesta atividade tem procurado, nos intervalos da missão, na oração e oferecimento das obras o meio eficiente para lograr bons frutos.

Não obstante, seguindo um sapientíssimo conselho dado por Santo Inácio de Loyola, os arautos em missão não se esquecem que é necessário empregar todos os esforços para o apostolado como se tudo dependesse de quem age, sem entretanto esquecer que tudo, na verdade, depende da graça divina.

Os longos caminhos e a consequente fadiga após algumas horas não impedem, todavia, que a alegria preencha todos os corações, tanto daqueles que fazem a missão, quanto daqueles que generosamente têm contribuído para a “sustentação” daqueles que têm “sustentado” a imagem da Virgem. Como, por  exemplo, se viu nas refeições…

Ao fim do dia o sol se põe. As ruas de São Roque já não ouvirão os trompetes ou os cânticos anunciando a chegada da Imagem Peregrina. Os arautos em missão se retiram e vão descansar de um dia cheio. Cheio? Sim, cheio de contentamento em saber que neste dia que termina mais alguns corações se abriram para a Mãe de Deus e poderão, desta maneira, mais facilmente serem preenchidos por abundantes graças!

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“Procurei quem me aliviasse… e encontrei!”: Missão Mariana em São Roque

Dizem as palavras da Sagrada Escritura: “Eu esperei que alguém, de mim tivesse pena; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!” Duras palavras, porém tão perfeitamente cumpridas nos atrozes sofrimentos padecidos pelo Salvador da Humanidade.

Não obstante, se é bem verdade que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade não exitou em sofrer sem consolo o suplício da Cruz, é também verdade que Nosso Senhor Jesus Cristo “tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si.” O Salvador em sua solidão conquistou o nosso consolo, em suas lágrimas a nossa alegria, em sua desolação o nosso alívio…

Deste modo, as mesmas palavras da Escritura que diziam “procurei quem me aliviasse e não achei”, pelos méritos de Nosso Senhor puderam se transformar para nós em: “procurei quem me aliviasse e… achei!” Mas onde achamos, por exemplo, esse alívio? Por que não numa visita da Rainha dos Céus e da Terra? Como? Sim. Através de, por exemplo, uma Missão Mariana…

Nesta semana a cidade de São Roque, grande São Paulo, tem a graça de poder comprovar a maternidade de Maria Santíssima para com seus filhos através da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima aos mais variados lares. Visitas realizadas pelos arautos que residem no Centro Juvenil dos Arautos em São Paulo e também, como não poderia deixar de ser, por participantes do Projeto Futuro & Vida!

A missão teve sua abertura no último sábado, com uma Missa inaugural e transcorre na Comunidade que leva a mesma invocação que a imagem da Virgem, isto é, Nossa Senhora de Fátima. Onde, com grande fervor, centenas de pessoas acorreram e ainda acorrerão à Mãe de Deus procurando um maternal olhar vindo dos Céus!

Onde quer que os corações se abrissem à graça, ali chegam os missionários portando a imagem da Rainha dos Anjos, mesmo nos lugares, à primeira vista, mais difíceis…

 

Após a Missão Mariana a Imagem Peregrina do Imaculado Coração parte para outras localidades, é verdade, mas Maria quer permanecer nestes corações ávidos das bençãos do Céu! E o sinal certo disso bem podem ser a quantidade cada vez maior de pessoas que pedem a visita da Imagem em suas casas.

Acontecimentos consoladores que nos fazem crer ainda mais, apesar das aparentes contradições dos tempos em que vivemos, nas palavras da Santíssima Virgem, pronunciadas na Cova da Iria naquele ano de 1917: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

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Não perca as fotos da Missão em São Roque, e rezem por nós!

Contemplando os selos de Deus na Criação…


Quantos de nós já recorremos aos livros para certificarmo-nos de algum conteúdo, para aprendermos tantos outros, enfim, para mil e uma utilidades… Certamente encontraremos de tudo um pouco. Para assuntos mais complexos talvez tenhamos que recorrer a um número maior de fontes, autores, coleções, etc.
Familiarizados, deste modo, com os livros, com os mais variados meios de pesquisa que o mundo nos oferece atualmente, pode ser que queiramos encontrar nestes mesmos meios uma resposta convincente e completa para todas as nossas dúvidas, julgando esgotar o assunto.
Muito familiarizados com os livros, porém pouco familiarizados à contemplação das coisas que nos cercam e que, entretanto, podem nos conduzir a realidades mais altas, muitas vezes perdemos oportunidades preciosas de responder a nós mesmos questões que as páginas de um livro não poderão responder à saciedade.
Quem é Deus? Uma pequena pergunta, a qual exige para sua resposta nada mais, nada menos, do que todo um universo criado! Sim, um universo, pois este o que nos faz senão falar de seu Criador? Mons. João S. Clá Dias, EP, Fundador dos Arautos do Evangelho, nos dirá: “Toda a Obra da Criação leva o selo de Deus. Tal qual um relojoeiro que produzisse relógios de boa qualidade; todos os relógios sairiam com a marca dele, relojoeiro. E Deus não podia ser diferente. Ao criar todo o universo, colocou o selo d’Ele, Deus, em tudo aquilo que Ele criou. Há um selo de Deus que marca extremamente entre o Pai, o Filho e Espírito Santo.” (Homilia do Domingo da Segunda Semana do Tempo Comum — 14/1/2007).

Animados por essa convicção os arautos do Centro Juvenil foram à busca da contemplação deste “selo de Deus” na Criação indo visitar, neste feriado de Corpus Christi vários pontos históricos e turísticos em algumas regiões do Brasil, a saber: os estados de Minas Gerais…

…e do Rio de Janeiro.

Tanto aos parentes destes jovens aventureiros quanto aos que fielmente acompanham o presente blog tentaremos deixá-los inteirados das atividades destes dias de feriado. Acompanhando pelos meios de pesquisa, mas sem perder o espírito de contemplação…