O Sol, imagem de Deus

Arautos em São Paulo: “O Sol, imagem de Deus”

Os doutores da Igreja tentaram explicitar ao máximo o significado da auto-definição divina: “Eu sou aquele que sou”. E concluíram eles que só é possível compreender algo deste mistério divino através de comparações.

O Evangelho de São João apresenta – em continuidade com a tradição do Antigo Testamento – uma profunda analogia que nos ajuda a levantar o véu da grande questão sobre a identidade de Deus: a da luz. Deus é luz, luz que é vida para os homens em Cristo (Jo 1, 3-4).

Deus revela seu Ser, que é Luz. Ele comunica aos homens não somente algo do seu Ser, como Ele faz às criaturas inanimadas, mas às criaturas inteligentes faz participar de sua Vida e de sua Luz. Todo o Evangelho de São João está polarizado em torno desse tema, tão rico e muito acentuado nos demais livros da Bíblia. A Luz se faz presente em Deus, na Criação, na Antiga Aliança e seus ritos, como na sua Lei, em Jesus Cristo e na sua Igreja, na vida moral, e, enfim, na Jerusalém Celeste.

Na imagem da luz, uma criatura vem à nossa mente como a mais evocativa figura de Deus: o Sol.

Sim, o Sol é o astro da luz, uma verdadeira e luminosa parábola da grandeza e do esplendor Divino. Dentre as maravilhas da natureza, o Sol sempre foi um tema riquíssimo para todas as formas de arte. Porém, o astro-rei é, sobretudo, uma criatura rica em simbologia, através da qual se intui algo da grandeza do Criador.

Tal é a pulcritude e grandeza do Sol, que vários povos pagãos adoraram-no, pois bem parece divino. Mas o Sol é uma simples criatura. Deus o criou como um inconfundível selo de luz que reflete a grandeza do Autor sublime do Universo. […]

Edmond Rostand (1868-1918), numa espirituosa frase exclamava: “Oh Sol! Tu, sem o qual as coisas não seriam senão o que elas são”. Cheia de inteligência e de brilho, a sentença do célebre poeta faz sentir com poucas palavras o poder do astro-rei para emprestar a cada objeto uma beleza que ele, de si, jamais haveria de ter.[…]

O Sol é uma imagem da infinita perfeição e do poder divino. Deus é o Belo, matriz de todas as belezas do Universo. Deus é o Poder, origem e sustentáculo de toda a ordem da Criação. O Sol é uma imagem do Motor imóvel que tudo move. É o Ser necessário a todas as contigentes.

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ARAUTOS DO EVANGELHO. Deus… Quem é Ele. São Paulo: Instituto Lumen Sapientiae, 2012. pp. 26-30.

 

Quase mítico…

Com muita leveza, e sempre com criatividade, as nuvens compõem a beleza de qualquer
panorama. Quando são densas e estáticas parecem figuras legendárias, quando são leves
e ágeis cobrem como um manto fino e gracioso a imensidão da Terra. Quem pelo menos uma
vez na vida não sonhou habitar no mundo das nuvens? Quem ao menos uma vez na vida não brincou de dar nome aos formatos que as nuvens tomam no firmamento?

As nuvens não nos dão somente lições de generosidade e serviço. Elas também exprimem a justiça operante. São capazes de ameaçar com granizos e trovões, neves e tempestades, mas
ao mais suave fragor da brisa logo se estendem despretensiosas pelo horizonte como se nada houvessem feito. E quanto fazem! Que seria da Terra sem as nuvens que nutrem com suas águas todos os viventes?

São Luís Maria Grignion de Montfort, santo que é objeto de uma entranhada devoção da parte de Monsenhor João Clá Dias, numa oração que bem mereceu o título de “Abrasada”,
usou a eloquente imagem das nuvens. Nesta prece o santo mariano pedia que Deus enviasse sacerdotes de fogo, “nuvens elevadas da terra e cheias de celeste orvalho, que voem sem empecilhos, de todos os lados, conforme o sopro do Espírito Santo” (Cf. Ez 1,12).

Nas casas dos Arautos, há alguns dias, chamou a atenção a visita destas nuvens, ou melhor, da névoa matutina. Deu a todos a impressão que algo do céu desceu até a terra e envolveu a todos numa espécie de antevisão celeste.

E é justamente de manhã, bem cedinho que revestidas de cores de esperança, as nuvens descem em forma de névoa e parecem querer brincar com o homem, mas, ao longo do dia, se elevam solenemente, pois seu lugar é nas alturas dos céus. O dia inteiro elas nos protegem dos causticantes raios do Sol e até no ocaso alegram aos homens quando se revestem de cores triunfantes, como bem merecem estas valorosas heroínas.

Contemplando os selos de Deus na Criação…


Quantos de nós já recorremos aos livros para certificarmo-nos de algum conteúdo, para aprendermos tantos outros, enfim, para mil e uma utilidades… Certamente encontraremos de tudo um pouco. Para assuntos mais complexos talvez tenhamos que recorrer a um número maior de fontes, autores, coleções, etc.
Familiarizados, deste modo, com os livros, com os mais variados meios de pesquisa que o mundo nos oferece atualmente, pode ser que queiramos encontrar nestes mesmos meios uma resposta convincente e completa para todas as nossas dúvidas, julgando esgotar o assunto.
Muito familiarizados com os livros, porém pouco familiarizados à contemplação das coisas que nos cercam e que, entretanto, podem nos conduzir a realidades mais altas, muitas vezes perdemos oportunidades preciosas de responder a nós mesmos questões que as páginas de um livro não poderão responder à saciedade.
Quem é Deus? Uma pequena pergunta, a qual exige para sua resposta nada mais, nada menos, do que todo um universo criado! Sim, um universo, pois este o que nos faz senão falar de seu Criador? Mons. João S. Clá Dias, EP, Fundador dos Arautos do Evangelho, nos dirá: “Toda a Obra da Criação leva o selo de Deus. Tal qual um relojoeiro que produzisse relógios de boa qualidade; todos os relógios sairiam com a marca dele, relojoeiro. E Deus não podia ser diferente. Ao criar todo o universo, colocou o selo d’Ele, Deus, em tudo aquilo que Ele criou. Há um selo de Deus que marca extremamente entre o Pai, o Filho e Espírito Santo.” (Homilia do Domingo da Segunda Semana do Tempo Comum — 14/1/2007).

Animados por essa convicção os arautos do Centro Juvenil foram à busca da contemplação deste “selo de Deus” na Criação indo visitar, neste feriado de Corpus Christi vários pontos históricos e turísticos em algumas regiões do Brasil, a saber: os estados de Minas Gerais…

…e do Rio de Janeiro.

Tanto aos parentes destes jovens aventureiros quanto aos que fielmente acompanham o presente blog tentaremos deixá-los inteirados das atividades destes dias de feriado. Acompanhando pelos meios de pesquisa, mas sem perder o espírito de contemplação…