Consagração a Nossa Senhora

A consagração a Nossa Senhora consiste em o homem dar‑se a Ela. E, já que ele pode realizar em si de algum modo as virtudes que nela refulgem dar‑se à Mãe de Deus é para o homem procurar imitá‑la e também servi‑la. O conhecimento de Nossa Senhora, a admiração por Ela, a imitação e o serviço a Ela, são os elementos integrantes desta completa consagração a Maria Santíssima que nós queremos verdadeiramente realizar.

Mas daí nós passamos a uma pergunta: Como viver essa consagração em nossos dias? Nossa vida deve ser tal que os princípios de santidade que aurimos na consagração a Ela se reflitam não só nas almas, mas em tudo aquilo que nos cerca.

Por uma misteriosa afinidade entre as formas, os sons, as cores, os perfumes pode-se exprimir estados de espírito diversos. É necessário, pois, que se reflitam estados de espírito virtuosos para a formação dos ambientes nos quais o homem encontre os recursos necessários para a sua santificação, imagens de Deus que lhe falem aos sentidos, lhe dêem o atrativo da virtude e o estimulem por essa forma a conhecer, a ter apetência da beleza de Deus, que ele só verá face a face na glória dos céus.

Organizar uma ordem de coisas assim seria pois o Reinado de Jesus Cristo, o Reinado de Maria na terra. É isso que almejam os Arautos do Evangelho. Mediante o quê? Mediante a difusão da devoção Àquela que prenunciou a era de seu próprio reinado, ao dizer: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” Para tal intento um ótimo sinal pôde ser visto na Consagração a Nossa Senhora realizada neste último fim de semana…

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O aniversário de Maria Santíssima

“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens. Eis que anuncio uma grande alegria!” Esta frase angelical que foi dita pela primeira vez na história, a qual ouvimos na liturgia de 25 de dezembro, nascimento do Menino Jesus, bem poderia ser antecipada ao mais augusto nascimento que já houve, para ser aplicada aquela Criatura que daria a luz ao Criador.

Os únicos nascimentos que a Igreja comemora na liturgia são o de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora e de São João Batista, do qual foi dito pelo Divino Mestre que de todos os homens nascidos de mulher, ninguém foi tão grande como ele.

Nossa Senhora, nascida de São Joaquim e Santa Ana, foi a casa perfeita e completa construida pelas mãos de Deus para que Ele viesse habitar. Os mariólogos comentam que onde os grandes santos chegaram ao auge da santidade, a Virgem Santíssima começou a prática da virtude um pouco além do cume dos bem-aventurados. Concebida sem pecado original desde a sua concepção, ela nos deu a Virtude e a Vida por excelência, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, reparando assim todo o mal provocado pela primeira mulher da criação, Eva, que trouxe o pecado e a morte para a terra.

É costume entre as pessoas dar presentes para aqueles que fazem aniversário. Hoje é o aniversário de Nossa Senhora! Então, o que dar para aquela que nos fez abrir as portas do Céu, trazendo-nos o Redentor da Humanidade? Não temos nada de material a sua altura para oferecer a ela e por mais que tivéssemos, é bem certo que o que mais lhe agradaríamos nesse seu aniversário é fazermos um propósito sério de abraçar a santidade profundamente com todas as nossas forças. Com isso poderemos ter a certeza que Nossa Senhora do Céu esboçará um sorriso de tal modo maternal, cândido e capaz de operar tantas maravilhas que, se nós a víssemos, nos tornaríamos realmente santos instantaneamente!

Como faço para marcar a História? – I

Caro leitor, devo dizer que vossa pergunta me intriga. Como fazer para desvendar semelhante questão? Pensei muito sobre o assunto, e, passeando pelos memorandos de meu compartimento intelectivo, achei uma história que lhe dá uma inusitada solução.

Há muito tempo, na época em que homens viviam de camelos e iluminavam as noites com velas, estava um velho homem a mendigar pequenas porções alimentícias, ao lado de um grande mercado árabe. Ele era romano de nascimento, porém havia se mudado com sua família para as terras quentes da África, onde estabelecera sólida casa ao leste da terras que hoje seria o leste de Marrocos. Nos primeiros anos de vida naquele deserto continente, tudo corria bem para o abastado Flaminio, como era o nome de nosso ancião personagem. Ele tinha toda sua atenção voltada ao primeiro filho, Tito, que era um verdadeiro poeta. Pessoas de toda parte vinham vê-lo declamar suas poesias, e cumprimentavam Flaminio pelo ótimo filho que tinha; era o jovem escritor que começava sua fama nas terras do pai. Entretanto, Tito, inchado de glória, decidiu partir com seus amigos para as longínquas regiões da Grécia. Deixando seu pai no abandono, partiu para nunca mais voltar. Contavam-se das proezas linguísticas de Tito na ilha dos filósofos, no entanto Flaminio nunca mais recebeu uma carta sua. Para sua maior tristeza, sua esposa morreu de rara doença um ano após a partida de seu primogênito. Flaminio tinha um segundo filho, mas, àquelas alturas, já tinha se alistado como soldado romano, e partira de casa ainda jovem. Assim, nosso velho personagem ficou pobre e solitário. Estabeleceu um ponto de descanso, e passava dias inteiros pedindo aos transeuntes do mercado árabe um resto de comida.

Passados anos, Flaminio, já muito magro e as portas da morte, presenciou uma disputa de dois beduínos em frente ao local que escolhera para mendigar. Tentando ajudar, recebeu uma punhalada de um dos contendores. Expirou deste modo Flaminio, o romano.

Diante de Deus, ele pediu um favor ao Criador. Pediu uma glória para sua família, e que um dos seus filhos continuasse a estirpe dos antigos flaminios, com honra e valor. Deus, vendo que seu pedido era sincero, declarou: “Flaminio, daqui a dezoito séculos voltarás a esta Terra, e verás que os versos de teu filho continuam e continuarão a se fazer ouvir por toda face.”

Flaminio exultou. Sabia que seu filho Tito haveria de levar seu nome por todos os tempos! Enfim achara ele um meio de marcar a História!

Entretanto, passado este período de anos, Flaminio voltou a sua terra natal, a grandiosa Roma. Esperava ansioso para ver as frases de seu filho. O que ele haveria de achar?

CONTINUA NO PRÓXIMO NÚMERO…

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                                                                                                                                       Guilherme Cueva

A solução para todos os problemas

Haveria alguém que não tem problemas na vida? Bem difícil seria. Porém, uma vez que os problemas existem para todos, resta outra pergunta: haverá remédio para todos os problemas da vida? Existe, mas nem todos o utilizam…

A própria Santíssima Virgem foi quem nos deu a solução para nossos problemas. Mais seguro do que qualquer garantia humana, é precisamente na oração, e na oração feita a Ela, que haveremos de encontrar um porto seguro em meio aos vagalhões das preocupações de todos os dias.

Foi a São Domingos e ao Beato Alano de la Roche a quem foram dirigidas as seguintes promessas para aqueles que recitarem o Santo Rosário:

1)      Quem Me servir constantemente rezando o Meu Rosário, receberá qualquer graça especial.

2)      A todos aqueles que devotamente rezarem o Meu Saltério, prometo a Minha especialíssima proteção e grandes graças.

3)      O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios e o pecado e abaterá as heresias.

4)      O Rosário fará florescer as virtudes e as obras santas, fará conseguir às almas as copiosas misericórdias de Deus, desapegará os corações dos homens do amor vão do mundo e os levantará ao desejo das coisas eternas. Oh, quantas almas se santificarão por este meio!

5)      A alma que se recomendar a Mim, com o Rosário, não perecerá.

6)      Todo aquele que rezar devotamente o Rosário com a contemplação dos seus sagrados mistérios, não será oprimido pelas desgraças, não será castigado pela justiça de Deus, e não morrerá de morte repentina, mas se converterá se for pecador, se conservará em graça, se for justo, e se fará digno da vida eterna.

7)      Os verdadeiros devotos do Meu Rosário não morrerão sem os Santíssimos Sacramentos.

8)      Os que rezarem o Meu Rosário terão em vida e na morte a luz e a plenitude da graça e em vida e na morte serão admitidos a participar dos méritos dos bem-aventurados do Céu.

9)      Os devotos do Meu Rosário que forem para o Purgatório Eu os libertarei no mesmo dia.

10)  Os verdadeiros filhos do Meu Rosário gozarão grande glória no Céu.

11)  Tudo o que for pedido pelo Rosário será concedido.

12)  Os que propagarem o Meu Rosário serão por Mim socorridos em todas as suas necessidades.

13)  Eu consegui do Meu divino Filho que todos os da Confraternidade do Rosário tenham, por seus confrades, todos os da corte celeste em vida e na morte.

14)  Os que rezarem o Meu Rosário são Meus filhos e irmãos de Jesus Cristo, Meu Unigênito.

15)  A devoção ao Meu Rosário é um grande sinal de predestinação.

 

Depois de tais promessas, e ainda feitas pela própria Santíssima Virgem, Ela que é a Salus Infirmorum, isto é, a Saúde dos enfermos, não há doença que fique sem cura, não há problema insolúvel, não há preocupação que nos tire a tranquilidade. O Rosário é, com efeito, um grande meio de nos unirmos a Deus e a Maria, obtermos a paz para nossa vida, e a solução para todos os nossos problemas…

Santo do Dia: Santa Beatriz da Silva e Menezes

Se com grande alegria comemoramos os aniversários daqueles que nos são mais próximos nesta terra, quanto mais não deve ser nossa alegria em festejar o nascimento, não para esta vida mas para a eternidade, daqueles que podem agora contemplar a Deus na Bem-Aventurança Eterna. Neste dia, 1 de setembro, podemos especialmente pedir a intercessão de Santa Beatriz da Silva e Menezes para, também nós, podermos chegar à pátria celeste.

Nasceu no ano de 1426 em Creta, cidade do Norte da África, do casal Dom Rui Gomes da Silva, governador desta mesma cidade e alcaide-mor (quer dizer, Presidente da Câmara) de Campo maior e D. Isabel de Meneses, próxima parente do Arcebispo de Évora, Dom Garcia de Meneses.

Quando ainda menina, costumava dizer: “ A caridade apoderou-se de tal maneira do meu coração, que me faz sempre esquecer de mim mesma. E é como me sinto feliz.”

Com esse espírito, ela procurava favorecer ao máximo todos os pobres que vinham à porta do castelo, unindo às esmolas que lhes oferecia aquilo que era muitas vezes o que mais precisavam, uma palavra animadora e um bom conselho.

Aos vinte e um anos de idade, foi chamada a servir de aia à infanta D. Isabel, que em 1447, casou-se com o rei Dom João II.

Beatriz era tão senhorial, sensata e de grande formosura física e espiritual, que o rei e fidalgos cercavam-na de atenções. A rainha D. Isabel, despeitada e a referver de ciúmes, persegue-a e maltrata-a. Isso a tal ponto que um dia à noite, vai aos aposentos de Beatriz e manda que a seguisse. Dirige-se então a um cômodo escondido do palácio, onde havia um cofre. Diz a Beatriz que ali entrasse, e ficasse presa pelos “desvarios que estava praticando”.  Tinha a rainha o perverso intuito de matar a jovem santa.

Esta, porém, trancada no escuro cofre, pede a Nossa Senhora que não lhe permitisse morrer sem a Sagrada Comunhão, e desde aquele momento consagrava a sua pureza a Nosso Senhor Jesus Cristo, fazendo o voto de castidade.

A escuridão é rompida pela luz emitida pela Virgem com o Menino Deus nos braços, que prometeu-lhe que sairia daquela prisão pois Deus tinha-a destinado a grandes coisas. Fundaria ela um instituto religioso com o título de <<Ordem da Imaculada Conceição>>.

Dias depois ao abrir o armário, a Rainha, que esperava encontrar um cadáver, deu com Beatriz cheia de vida e ainda mais formosa. Torturada pelo remorso e também pelo medo, ouviu estas palavras:

-Senhora, não temais. Servi-vos durante anos e estava disposta a continuar a servir-vos. Mas Deus chama-me e não posso deixar de seguir hoje mesmo, se possível for, para o Convento de São Domingos el Real de Toledo.”

– Pois bem Beatriz, se o Senhor te chama, vai sem demora e podes contar com o meu auxílio.

Depois de trinta anos passados na oração e penitência no Convento de S. Domingos, dali saiu em 1484, com mais doze religiosas, para dar começo à nova Ordem de Nossa Senhora da Conceição, que foi aprovada pelo Papa Inocêncio VIII, um ano antes da morte da fundadora.

O corpo de Santa Beatriz jaz em Toledo, onde a Fundadora faleceu a 9 de Agosto de 1490, com 66 anos de idade.

(Fonte: Santos de cada dia. Vol. III. José Leite, SJ.)

“E o nome da Virgem era Maria”

Maria de Fátima, Maria Aparecida, Maria da Graças são nomes que antigamente eram atribuídos às meninas por mães católicas em memória da Santíssima Virgem Maria.

Entretanto alguém já parou para pensar o que significam estes nomes? Certamente não. Por isso vamos expor diversos significados e mostrar que o nome da Virgem corresponde ao Seu chamado.

No idioma aramaico este nome significa “senhora” ou “princesa”. Ora Nossa Senhora era da estirpe real de Davi, portanto era uma princesa. Mas Sua realeza aumentou, estendendo-se à todas as criatura inclusive aos Anjos, porque Ela se tornou Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Criador e Regente do Universo, e foi coroada pela Santíssima Trindade ao subir aos Céus.

No idioma popular significa “A iluminadora”. Foi por Maria que Nosso Senhor Jesus Cristo entrou nesse mundo. Ela foi o caminho pelo qual a Luz do mundo veio iluminar as treva do pecado em que o mundo estava imerso. Ela ilumina as almas com Suas virtudes e Seus dons, com Sua obediência à Voz do Senhor : “Faça-se em Mim, segundo a Sua Palavra” (Lc. 1, 38).

No significado científico para o hebraico significa: “Formosa”. Diz o Cântico dos cânticos “Como és formosa, amiga minha! Como és bela!”(Ct. 1, 15), “És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti.” (Ct. 4, 15), nisso contemplamos a Imaculada Conceição da Santa Virgem Maria.

No idioma egípcio Maria significa “preferida de Deus”, pois Myr em egípcio significava a filha mais preferida e ya significava o Deus verdadeiro, Yahweh. Mostrando que Nossa Senhora é a Filha preferida por Deus, no dizer de Santa Isabel e que rezamos na Ave-Maria “bendita sois Vós entre as mulheres” (Lc. 1, 28).

E não podíamos deixar de mencionar a bela oração de São Bernardo louvando o Santíssimo Nome de Maria:

“E o nome da Virgem era Maria. Falemos um pouco desse nome que significa segundo se diz “estrela do mar”. E que convém maravilhosamente a Virgem Mãe. Ela é verdadeira mente esta estrela que deveria elevar-se sobre a imensidade do mar, toda brilhante de próprios méritos, radiante com os próprio exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem era Maria”.

Saudades… No céu? Parte II

Aqui estamos nós de novo, caro leitor. Tanto tempo nos separou, que presumo que minha resposta foi mais que bem respondida. Afinal, saudades… no céu? Se veremos tudo com os olhos de Deus, e Deus vê tudo presente, como rememorarmos fatos de um passado não existente? Mas, se o céu é todo felicidade, como não existir as alegrias das saudades?

Antes de dar a solução, é necessário que esclareça um pontinho acerca do tema, para cairmos de sobeja na verdade.

Se tivermos a graça de, partindo desta vida, irmos para o céu, seremos beneficiados com a maior das graças: o convívio eterno com Deus. E, com mais alegria, sabemos que Deus nos emprestará sua visão, para olharmos os fatos da História com Sua Divina perspectiva.

E aí que está, caro leitor. Deus vê toda a história com um lance de olhar, ou seja, tudo no presente. Nós, porém, ao contemplar tudo com os olhos de Deus, não escaparemos do presente, do passado, ou do futuro. Nós poderemos mirar qualquer ponto da História que quisermos, em qualquer época, só que em momentos diferentes. Será, mais ou menos, como um binóculo que nós colocaremos: com ele vemos melhor, mas cada olhar corresponde a um período que queiramos ver de novo.

Assim, as saudades, tão saudáveis aqui na terra, não acabarão no céu. Pois, da eternidade, pode ser que fiquemos com vontade de ver as antigas eras de nossa vida, e, por benefício de Deus, ainda poderemos retornar ao que desejamos. Por exemplo: podemos sentir saudades do tempo em que passamos com nosso pai, que tanto amamos. Aqui na terra, limitam-se somente as lembranças; no céu, porém, não haverá limites.

Respondida a pergunta, caro leitor? Ficou satisfeito com a resposta? Agora sim, podemos dizer: Saudades? No céu!

Saudades… no céu?

Os visitantes do blog dos Arautos do Centro Juvenil de São Paulo sempre estiveram acostumados com posts nos quais alguns de nossos redatores abordavam alguns temas, os desenvolviam e, depois, propunham uma conclusão. Não obstante, o presente post trará uma inovação no que tange à interlocução com nossos espectadores. Trata-se, portanto, de colocar ao leitor alguns problemas pedindo-lhes soluções e opiniões. Esperando que ao final possamos chegar a bom termo…

Para começar, aqui vai uma questão: Onde estará a maior alegria: Na previsão da boa situação, no usufruir momentâneo do acontecimento, ou nas lembranças que temos pensando naqueles belos dias que passamos?

Esta interrogação encontra eco até os nossos dias. O interessante é que muitos escolheram pela última opção: as lembranças do passado nos trazem mais bem-estar.

Os espanhóis a chamam de ‘nostalgia’; os franceses de ‘nostalgie’ e os ingleses de ‘nostalgy’. Entretanto, o brasileiro a adocicou e a chamou de saudades. Palavra esta que revela toda doçura daqueles momentos em que recordamos e vivemos o passado. Quem poderia dizer que nunca recordou-se de alegrias passadas e estas recordações não trouxeram aos lábios um sorriso e ao coração uma emoção? Não é verdade, caro leitor, que ter saudades nos faz recordar e “recordar é viver”?

E nisto surge a grande dúvida que os leitores ajudarão a esclarecer. Sabemos, por meio da Doutrina Católica, que, ao passarmos desta vida para outra, e, por meio da graça de Deus, chegarmos ao Paraíso, teremos à nossa disposição todo tipo de felicidade, sem uma gota de tristeza. Porém, estando no céu, haverá saudades? Esta ideia parece contraditória. No céu, veremos a História toda no presente, pois a veremos dos olhos de Deus. Como existir lembranças do passado, se tudo no céu será presente? Mas, por outro lado, se o céu será toda felicidade, como não estar presente nesta felicidade as alegrias saudáveis da saudade? Saudades daquelas boas amizades, daquelas boas conversas, daqueles bons momentos em que estivemos com quem tanto amamos?

Ai está, caro leitor. Lendo este artigo, o que nos diz? Escreva dando sua opinião, será de grande importância para nós! Pedimos a sua ajuda: saudades… no céu

Quase mítico…

Com muita leveza, e sempre com criatividade, as nuvens compõem a beleza de qualquer
panorama. Quando são densas e estáticas parecem figuras legendárias, quando são leves
e ágeis cobrem como um manto fino e gracioso a imensidão da Terra. Quem pelo menos uma
vez na vida não sonhou habitar no mundo das nuvens? Quem ao menos uma vez na vida não brincou de dar nome aos formatos que as nuvens tomam no firmamento?

As nuvens não nos dão somente lições de generosidade e serviço. Elas também exprimem a justiça operante. São capazes de ameaçar com granizos e trovões, neves e tempestades, mas
ao mais suave fragor da brisa logo se estendem despretensiosas pelo horizonte como se nada houvessem feito. E quanto fazem! Que seria da Terra sem as nuvens que nutrem com suas águas todos os viventes?

São Luís Maria Grignion de Montfort, santo que é objeto de uma entranhada devoção da parte de Monsenhor João Clá Dias, numa oração que bem mereceu o título de “Abrasada”,
usou a eloquente imagem das nuvens. Nesta prece o santo mariano pedia que Deus enviasse sacerdotes de fogo, “nuvens elevadas da terra e cheias de celeste orvalho, que voem sem empecilhos, de todos os lados, conforme o sopro do Espírito Santo” (Cf. Ez 1,12).

Nas casas dos Arautos, há alguns dias, chamou a atenção a visita destas nuvens, ou melhor, da névoa matutina. Deu a todos a impressão que algo do céu desceu até a terra e envolveu a todos numa espécie de antevisão celeste.

E é justamente de manhã, bem cedinho que revestidas de cores de esperança, as nuvens descem em forma de névoa e parecem querer brincar com o homem, mas, ao longo do dia, se elevam solenemente, pois seu lugar é nas alturas dos céus. O dia inteiro elas nos protegem dos causticantes raios do Sol e até no ocaso alegram aos homens quando se revestem de cores triunfantes, como bem merecem estas valorosas heroínas.

“Procurei quem me aliviasse… e encontrei!”: Missão Mariana em São Roque

Dizem as palavras da Sagrada Escritura: “Eu esperei que alguém, de mim tivesse pena; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!” Duras palavras, porém tão perfeitamente cumpridas nos atrozes sofrimentos padecidos pelo Salvador da Humanidade.

Não obstante, se é bem verdade que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade não exitou em sofrer sem consolo o suplício da Cruz, é também verdade que Nosso Senhor Jesus Cristo “tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si.” O Salvador em sua solidão conquistou o nosso consolo, em suas lágrimas a nossa alegria, em sua desolação o nosso alívio…

Deste modo, as mesmas palavras da Escritura que diziam “procurei quem me aliviasse e não achei”, pelos méritos de Nosso Senhor puderam se transformar para nós em: “procurei quem me aliviasse e… achei!” Mas onde achamos, por exemplo, esse alívio? Por que não numa visita da Rainha dos Céus e da Terra? Como? Sim. Através de, por exemplo, uma Missão Mariana…

Nesta semana a cidade de São Roque, grande São Paulo, tem a graça de poder comprovar a maternidade de Maria Santíssima para com seus filhos através da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima aos mais variados lares. Visitas realizadas pelos arautos que residem no Centro Juvenil dos Arautos em São Paulo e também, como não poderia deixar de ser, por participantes do Projeto Futuro & Vida!

A missão teve sua abertura no último sábado, com uma Missa inaugural e transcorre na Comunidade que leva a mesma invocação que a imagem da Virgem, isto é, Nossa Senhora de Fátima. Onde, com grande fervor, centenas de pessoas acorreram e ainda acorrerão à Mãe de Deus procurando um maternal olhar vindo dos Céus!

Onde quer que os corações se abrissem à graça, ali chegam os missionários portando a imagem da Rainha dos Anjos, mesmo nos lugares, à primeira vista, mais difíceis…

 

Após a Missão Mariana a Imagem Peregrina do Imaculado Coração parte para outras localidades, é verdade, mas Maria quer permanecer nestes corações ávidos das bençãos do Céu! E o sinal certo disso bem podem ser a quantidade cada vez maior de pessoas que pedem a visita da Imagem em suas casas.

Acontecimentos consoladores que nos fazem crer ainda mais, apesar das aparentes contradições dos tempos em que vivemos, nas palavras da Santíssima Virgem, pronunciadas na Cova da Iria naquele ano de 1917: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

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Não perca as fotos da Missão em São Roque, e rezem por nós!