Quinta-feira Santa: Instituição da Eucaristia

Arautos Granja Viana: “Quinta-feira Santa: Instituição da Eucaristia”

Na Quinta-Feira Santa a Igreja comemora a instituição da Sagrada Eucaristia. Com vistas a manifestar de uma forma sensível a majestade  da Ceia do Senhor, permite-se, neste dia, somente, a celebração de apenas um Sacrifício Eucarístico em cada igreja. A Missa de Quinta-Feira Santa é uma das mais solenes do ano litúrgico, onde também se comemora a instituição do ministério sacerdotal. Continue lendo “Quinta-feira Santa: Instituição da Eucaristia”

Na Eucaristia recebemos Nosso Senhor Jesus Cristo mais do que Santa Marta…

Hoje a Igreja celebra a festa de Santa Marta. E é justamente hoje que nós podemos compreender bem qual benefício temos em receber também a Nosso Senhor. Como? Sim, na Sagrada Comunhão! Se paramos para analisar o tamanho desta graça percebemos que Santa Marta teve uma alegria muito grande em receber a Nosso Senhor Jesus Cristo em sua casa em Betânia, porém, nós possuímos alegria incomparavelmente maior em receber a Jesus Sacramentado.

Para termos primeiro em mente qual o regozijo de Santa Marta consideremos o seguinte comentário de Mons. João S. Clá Dias, na comemoração de Santa Marta:

“Marta recebia Nosso Senhor amiúde, muitas vezes. Muitas e muitas vezes Nosso Senhor ía à casa de Marta que ficava em Betânia. Marta tinha herdado essa parte da herança e ela, muito cuidadosa, mulher empreendedora, mulher organizada, mulher bem eficiente, ela tinha deixado a casa na maior ordem possível.

E quando ouviu falar em Nosso Senhor e Lázaro vinha contando o que tinha ouvido de Nosso Senhor, ela mesmo encontrando-se com Nosso Senhor, ela sonhou coma a hipótese de Nosso Senhor ir à casa dela. Mas ela não podia imaginar que ela iria receber Nosso Senhor tantas e tantas vezes.

E sempre que Nosso Senhor queria descansar das fainas apostólicas d’Ele, de todos os cansaços da multidão, das noites em claro em vigília e oração, Ele ia para Betânia para descansar. Dormir em Betânia, que sonho para Santa Marta!”[1]

Certamente nossa atenção, neste dia, se voltará aos episódios clássicos, ou seja, conhecidos acerca da vida de Santa Marta. Todavia, embora os acontecimentos narrados nas Sagradas Escrituras sejam os mais importantes e, sobretudo, que foram inspirados pelo Divino Espírito Santo para que permanecem escritos por todo o sempre, nada impede que imaginemos outras circunstâncias extraordinárias no convívio de Santa Marta com o Divino Hóspede…

Para não fugir muito daquilo que estamos acostumados em nossas vidas, bem poderíamos imaginar a seguinte circunstância: Santa Marta acorda, em determinado dia, aturdida por uma enorme dor de cabeça – o que, aliás, não é difícil ocorrer conosco – ,e vê entrar Santa Maria Madalena, sua irmã, às pressas pela porta, dizendo:

“— Marta! Marta! Depressa, porque Jesus vem vindo para cá! Veio um meninote aqui correndo dizendo: ‘Olha, eu vi Jesus dizendo que vinha para Betânia’. Vamos, depressa, vamos pôr aquela cadeira no lugar, tal coisa assim, assim, estica aquela cortina, porque não sei…

Marta diz:

— Ai, eu estou hoje mal, acho que eu não vou conseguir recebê-Lo com todo o carinho como o de sempre. Ai, bom, enfim vamos…

Ela vai se arrastando, põe aqui, põe lá, acolá. Quando ela ouve:

— Pode-se entrar?

Ah! Some a dor de cabeça, ela fica com uma disposição extraordinária, ela está bem disposta, ela esquece até que tinha sua enxaqueca. Por quê? Porque recebeu no seu ouvido o timbre de voz de Nosso Senhor e ela fica tão fora de si que as lágrimas lhe correm de emoção.”[2]

Será que episódios assim ocorreram na vida de Santa Marta? Só no Céu poderemos comprovar… Gostaríamos de ter semelhante graça? Claro que sim! Porém, para pasmo de todos, recebemos graça ainda maior com a Eucaristia, a qual podemos receber não só em alguns momentos, como Santa Marta, mas todos os dias se quisermos…

“Na Eucaristia o que nós encontramos? É Aquele mesmo Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade Encarnado que não vem em Betânia, não é recebido em nossa casa, nós é que vamos à casa d’Ele. Estamos na casa d’Ele, esta aqui é casa de Nosso Senhor Jesus Cristo [a igreja]. (…) Essa é a casa de Deus.

Ao invés de nós termos uma Betânia para receber Nosso Senhor, Nosso Senhor tem uma Betânia para receber-nos. Então, imaginem que Santa Marta vivesse aqui, lá e acolá, com dificuldades, etc., e Nosso Senhor com um palácio em Betânia e dissesse para ela: “Marta, venha, eu te recebo em meu palácio”. Não é uma situação muito melhor para ela? Sentar-se à mesa com Nosso Senhor Jesus Cristo e Nosso Senhor servir a ela, muito melhor essa situação.

Mais, mais, Marta servia iguarias a Nosso Senhor, compreensível; mas Ele é quem serve para nós iguarias. Que iguarias? O Corpo, Sangue, Alma e Divindade d’Ele. Portanto, nossa situação é superior à de Marta, só que nós não temos os horizontes que tinha Marta, e às vezes, julgamos que era melhor ter vivido na época de Marta e ter sido uma Marta para receber Nosso Senhor. Melhor é ser recebido por Ele e recebê-Lo no nosso interior.”[3]

Reconheçamos a grandiosidade deste benefício, dado por Deus, que é a Comunhão. E tomemos como meta de amor a este Sacramento a medida indicada por São Pedro Julião Eymard, Doutor da piedade eucarística: “A medida de amar a Deus é amá-Lo sem medidas!”

 


[1] Mons. João Scognamiglio Clá Dias, Homilia de 29/07/2008.

[2] Idem

[3] Idem.

“A Eucaristia é a invenção do Amor”: Primeira Comunhão no Centro Juvenil

Que admirável dom de Deus é a Eucaristia! É bem verdade que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo irmão” (Jo 15,13), mas se isso é veraz, maior amor terá Aquele que, ademais de morrer por nós, quis entregar-se inteiramente como alimento espiritual!

São Pedro Julião Eymard, o Doutor da piedade eucarística, chega a exclamar: “Nada tão belo quanto a Eucaristia!” E a respeito do amor que se deve devotar a Nosso Senhor, o qual se dá em alimento na Comunhão, afirmou candidamente que “a medida de amar a Deus consiste em amá-lo sem medida!”

Queres alcançar a perfeição? O caminho para alcançá-la está mais perto de vós do que pensais, diria São Pedro Julião. A Eucaristia é o caminho. E onde encontrá-la? Para encontrar este caminho, ouçamos o que dizo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo: “Noite e dia, espero-vos no Tabernáculo …Não vos censurarei os crimes cometidos, não vo-los lançarei em rosto. Mas Lavá-los-ei no Sangue das minhas chagas … não tenhais medo e vinde! Não sabeis quanto Eu vos amo …”[1]

Nos sacrários de todo o mundo está lá o “Divino Prisioneiro” a nos esperar a qualquer hora que queiramos procurá-Lo. Quanto tempo encontramos para dedicar a coisas frívolas e sem importância, as quais, para não nos sobrar tempo a dedicar às coisas espirituais, atribuímos um valor que na verdade não têm.

Nosso Senhor, dizendo à Sóror Josefa Menéndez, deixa transparecer uma queixa: “Quando está vosso corpo enfraquecido ou doente não encontrais tempo para ir ao médico que há de curar-vos?… Vinde, pois, Àquele que pode dar à vossa alma força e saúde e dai uma esmola de amor a este Prisioneiro divino que vos espera, chama e deseja!…”[2]

“A Eucaristia é invenção do Amor. Mas quão poucas almas correspondem a esse Amor que se esgota e se consome por elas!”[3] Se nos fosse pedido algo mais difícil para alcançar uma felicidade terrena e passageira, como ganhar um prêmio, conseguir um posto, atrair as atenções, certamente o faríamos… Mas, para conseguir a felicidade eterna e perfeita muitas vezes não fazemos o menor caso…

São Pedro Julião Eymard acrescenta: “Há caminhos que se podem seguir por algum tempo, deixando‑os depois. Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento é o caminho estável. É o meio, é o modelo; pois de pouco nos serviria conhecer o caminho, se Ele não nos ensinasse, com o seu exemplo, a segui‑lo. Não se vai ao Céu senão pela participação na vida de Nosso Senhor. Esta vida nos é dada em germe pelo Batismo; os Sacramentos a fortalecem; mas consiste principalmente na prática e imitação das virtudes do Salvador. Temos necessidade de ver Nosso Senhor em ação para imitar as suas virtudes; de segui‑Lo em todos os detalhes do sacrifícios, dos trabalhos que elas exigem para reinar em nós. Suas virtudes são a aplicação de suas palavras, são os seus preceitos em ação. Para chegar à perfeição, é preciso detalhar, pois só é perfeito o que é particular Non est perfectum nisi particulare. O verbo eterno, que queria reconduzir‑nos ao Pai e não podia praticar no Céu as virtudes humanas que implicaram todas uma idéia de combate e sacrifício, fez‑Se homem; tomou instrumentos do homem e trabalhou sob os seus olhos. E como no Céu, aonde subiu glorioso, não pode mais praticar as nossas virtudes de paciência, de pobreza, de humildade, fez‑Se Sacramento para continuar a ser nosso Modelo.”[4]

Isso pode parecer demasiado? O mesmo santo o responde: “Dizem: Mas é exagero tudo isso. Mas que é o amor, senão exagero? Exagerar, é ultrapassar a lei; pois bem, o amor deve exagerar! O amor que nos testemunha Nosso Senhor permanecendo conosco sem honras, sem servidores, não é também exagerado? Quem se limita ao que é absolutamente de seu dever, não ama. ‑ Só se ama quando se sente interiormente a paixões do Amor. E tereis a paixão da Eucaristia quando Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento for o vosso pensamento habitual; a vossa felicidade, a de achar‑se a seus pés; e vosso constante desejo, de Lhe causar prazer.”[5]

Desejando cumprir estes admiráveis conselhos de vida espiritual, e atrair mais almas devotas a Nosso Senhor Sacramentado, os arautos do Centro Juvenil tiveram a alegria de poder conduzir mais jovens à piedade eucarística através da Primeira Comunhão. Foi o que se deu na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima durante uma solene Celebração da Eucaristia.

Realizaram-se 2 batismos e 12 Primeiras Comunhões, além de 4 Comunhões Solenes para os que encerraram o período de formação do Catecismo. Não deixe de acompanhar esse acontecimento, registrado nas fotos a seguir!

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