Xadrez, um jogo curioso…

Arautos Granja Viana: “Xadrez, um jogo curioso…”

Chess, xadrez, ajedrez, шахи, Schach, satranç, ludus latruncularius, şahmat, cờ vua,
棋, шахматы… seja como for, este jogo já há muitos séculos vem trazendo atrás de si
gerações de aficcionados, desde simples camponeses até renomados estadistas.

Até mesmo alguns santos puderam honrá-lo algumas vezes…

Não queremos entrar em discussão acerca de seu nascedouro, mas uma forte
corrente afirma datar os antecessores diretos do xadrez em torno de 600 d.C., tendo
provavelmente sua origem na Índia. Já o xadrez “moderno” que conhecemos, com a
Rainha e o Bispo, pode-se afirmar com segurança existirem no final do séc. XV, ou seja
na era dos descobrimentos.

Muitas são as finalidades dos praticantes dessa modalidade: alguns jogam por profissão,
outros por lazer, e outros ainda, para ficarem mais inteligentes, pois o jogo envolve
o uso de vários compartimentos avançados do cérebro… Em alguns países levam tão
a sério a aprendizagem da criança com o xadrez, que chega a ser disciplina escolar
obrigatória, como é o exemplo da Romênia, na qual as notas em Matemática dependem
em 33% do desempenho no xadrez.

Dentre tantas as curiosidades que o xadrez suscita, consta a infinidade de jogadas na
qual podem ocorrer dentro de uma partida: Existem precisamente 169.518.829.100.544
quatrilhões (15 zeros) de maneiras de jogar apenas os dez primeiros lances. Para os 40
lances seguintes de um jogo, o número é estimado em 25 x 10 elevado a 115ª potência.

O número inteiro de átomos em todo o universo é apenas uma pequena fração desse
resultado…

Se em um “simples” jogo pode-se obter a cada partida um jogo diferente, o que não
será de Deus na visão beatífica quando os homens que se salvarem poderão gozar
eternamente de novos reflexos de seu Criador que é infinitamente maior? São coisas que
valem a pena pensar…