“Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!”: Encerramento da Missão Mariana em São Roque

Durante uma semana estiveram os arautos do Centro Juvenil de São Paulo em missão na cidade de São Roque, como todos puderam acompanhar nos últimos posts. Pois bem, há uma frase que assim se fiz: “O fim coroa a obra.” Ou seja, é precisamente o fim de uma obra que dará a esta todo o brilho que merece, ou desmerecerá o que veio antes. Isto bem se encontra, por exemplo, na consideração da vida dos Santos. Julgar-se-á se uma pessoa foi santa durante sua vida se, de fato, o fim de seus dias condizem com a obra de santidade que desempenhou enquanto vivia. Deste modo, mostramos a todos os espectadores do blog Arautos Granja Viana o fim da Missão Mariana realizada na semana passada, o qual corou de maneira esplêndida todo o apostolado realizado na cidade de São Roque.

O fruto de mais de 400 visitas diárias, durante a semana de missão, se mostrou na procissão e Missa que encerraram a visita da Imagem Peregrina àquela cidade. Centenas de pessoas encheram as imediações da Capela de Nossa Senhora de Fátima. A visita de uma Rainha bem merece uma honrosa saudação e dignos presentes, mas… o que ofereceram os habitantes de São Roque? Aquilo de maior valor que poderiam oferecer. O quê? Seus corações. Seus corações cheios de gratidão à Rainha dos Corações, cheios de fé e esperança na Mãe das Mães, como bem se pode ver nas manifestações de piedade…

Maria Santíssima quando apareceu na Cova da Iria, em Portugal, pediu conversão aos homens e mulheres. Apesar deste maternal pedido, pouco se pôde ver acerca desta mudança de vida… Não obstante, a Santíssima Virgem ainda nesta ocasião predisse tremendos castigos à Humanidade caso esta não ouvisse suas admoestações. Porém, antes de encerrar suas palavras disse: “Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!” Para o cumprimento destas palavras trabalharam todos os jovens arautos durante a Missão Mariana. Para que o Imaculado Coração de Maria triunfe, antes de mais nada, nos corações de cada um.

Alguém poderia perguntar: deixar triunfar esse Coração é algum benefício? A afirmação tornasse patente ao considerar o que é esse Coração. O Fundador dos Arautos do Evangelho, Mons. João Clá Dias, EP, comenta: “Esse é o Coração que é a Sede de Todas as Graças criadas por Deus. É o tesouro, é o depósito onde Deus despeja todas as graças. […] São Jerônimo chama esse coração, e é muito bonita a expressão dele, chama de: Eco Patris Divini. É um Coração que é um eco do Coração do Divino Pai, do Padre Eterno. Coração que é um Eco, um eco do Coração do Pai Eterno.”(Homilia, 16-06-2007)

Parece pouco? Vejamos o que o próprio Jesus disse acerca deste Coração, quando falava à Santa Matilde: “Vós deveis saudar o Coração Virginal de Maria, minha Mãe como um oceano cheio de graças celestes, e como um tesouro repleto de toda espécie de bens para os homens. Vós deveis saudar ainda, como o mais puro que jamais houve depois do meu. Pois Ela foi a primeira que fez o voto de virgindade. Vós o saudareis como o mais humilde. E Ela mereceu de me conceber nas suas castas entranhas pela virtude do Espírito Santo. Vós o saudareis como o mais devoto e o mais ardoroso dos desejos de minha Encarnação. Como o mais abrasado de amor de Deus e do próximo. Como o mais sábio, o mais paciente, o mais fiel, o mais consumido de toda espécie de virtudes.” (Revelações de Nosso Senhor a Santa Matilde [Meltilde])

Façamos, portanto, tudo que estiver a nosso alcance para o triunfo deste Imaculado Coração. Mais ainda, peçamos a graça de nele habitarmos, o qual, segundo S. Luís Maria Grignion de Montfort, foi o Paraíso feito por Deus para Ele próprio habitar!

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“Meu jugo é suave e meu peso é leve”: Missão Mariana em São Roque

“A treze de maio, na Cova da Iria, dos Céus aparece a Virgem Maria!…” É este um dos cânticos que tem ecoado pelas ruas da cidade de São Roque, na Missão Mariana que está sendo feita pelos arautos do Centro Juvenil de formação dos Arautos em São Paulo. A missão vem sendo desenvolvida ao longo de toda esta semana e inúmeras pessoas tem sido objeto de especiais graças dispensadas por aquela que é a Medianeira de todas as graças, Nossa Senhora.

O leitor bem poderia imaginar qual a surpresa de alguém que, em meio aos afazeres cotidianos ou, quiçá, em meio aos problemas e dificuldades que preocupam a tantas pessoas em nossos dias, primeiramente ouve o timbre de uma música incomum ao longe e, quando menos espera, ao sair à porta de sua casa é interrogada por um jovem interlocutor que lhe pergunta se deseja receber uma rápida visita da imagem da Santíssima Virgem… Bem se pode imaginar a surpresa, ou até emoção, presente numa circunstância assim.

Enquanto a Imagem Peregrina percorre as casas que a ela se abrem, um conjunto de arautos circula pelas ruas de São Roque tocando músicas, as quais, ao serem ouvidas pela população, já fizeram despertar em muitos a lembrança de épocas felizes em que se dedicavam ao serviço de Deus e da Igreja.

Claro está que não é o puro esforço humano que há de fazer frutificar uma missão destinada a mover as almas, ação que só a graça poderá realizar de modo eficaz e duradouro. Cientes disso os arautos envolvidos nesta atividade tem procurado, nos intervalos da missão, na oração e oferecimento das obras o meio eficiente para lograr bons frutos.

Não obstante, seguindo um sapientíssimo conselho dado por Santo Inácio de Loyola, os arautos em missão não se esquecem que é necessário empregar todos os esforços para o apostolado como se tudo dependesse de quem age, sem entretanto esquecer que tudo, na verdade, depende da graça divina.

Os longos caminhos e a consequente fadiga após algumas horas não impedem, todavia, que a alegria preencha todos os corações, tanto daqueles que fazem a missão, quanto daqueles que generosamente têm contribuído para a “sustentação” daqueles que têm “sustentado” a imagem da Virgem. Como, por  exemplo, se viu nas refeições…

Ao fim do dia o sol se põe. As ruas de São Roque já não ouvirão os trompetes ou os cânticos anunciando a chegada da Imagem Peregrina. Os arautos em missão se retiram e vão descansar de um dia cheio. Cheio? Sim, cheio de contentamento em saber que neste dia que termina mais alguns corações se abriram para a Mãe de Deus e poderão, desta maneira, mais facilmente serem preenchidos por abundantes graças!

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“Procurei quem me aliviasse… e encontrei!”: Missão Mariana em São Roque

Dizem as palavras da Sagrada Escritura: “Eu esperei que alguém, de mim tivesse pena; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!” Duras palavras, porém tão perfeitamente cumpridas nos atrozes sofrimentos padecidos pelo Salvador da Humanidade.

Não obstante, se é bem verdade que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade não exitou em sofrer sem consolo o suplício da Cruz, é também verdade que Nosso Senhor Jesus Cristo “tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si.” O Salvador em sua solidão conquistou o nosso consolo, em suas lágrimas a nossa alegria, em sua desolação o nosso alívio…

Deste modo, as mesmas palavras da Escritura que diziam “procurei quem me aliviasse e não achei”, pelos méritos de Nosso Senhor puderam se transformar para nós em: “procurei quem me aliviasse e… achei!” Mas onde achamos, por exemplo, esse alívio? Por que não numa visita da Rainha dos Céus e da Terra? Como? Sim. Através de, por exemplo, uma Missão Mariana…

Nesta semana a cidade de São Roque, grande São Paulo, tem a graça de poder comprovar a maternidade de Maria Santíssima para com seus filhos através da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima aos mais variados lares. Visitas realizadas pelos arautos que residem no Centro Juvenil dos Arautos em São Paulo e também, como não poderia deixar de ser, por participantes do Projeto Futuro & Vida!

A missão teve sua abertura no último sábado, com uma Missa inaugural e transcorre na Comunidade que leva a mesma invocação que a imagem da Virgem, isto é, Nossa Senhora de Fátima. Onde, com grande fervor, centenas de pessoas acorreram e ainda acorrerão à Mãe de Deus procurando um maternal olhar vindo dos Céus!

Onde quer que os corações se abrissem à graça, ali chegam os missionários portando a imagem da Rainha dos Anjos, mesmo nos lugares, à primeira vista, mais difíceis…

 

Após a Missão Mariana a Imagem Peregrina do Imaculado Coração parte para outras localidades, é verdade, mas Maria quer permanecer nestes corações ávidos das bençãos do Céu! E o sinal certo disso bem podem ser a quantidade cada vez maior de pessoas que pedem a visita da Imagem em suas casas.

Acontecimentos consoladores que nos fazem crer ainda mais, apesar das aparentes contradições dos tempos em que vivemos, nas palavras da Santíssima Virgem, pronunciadas na Cova da Iria naquele ano de 1917: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

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Em busca do heroísmo…

Quem de nós nunca foi jovem? Certamente quem está nos seus 30, 40, 50 anos já passou pelos 12, 15, 20…

Ora, se analisarmos bem nossa memória e, mais ainda, os jovens que vemos ao nosso redor, sem muito labor poderemos constatar a grande propensão ao heroísmo que superabunda nesta fase do fim da infância e início da adolescência. Heroísmo… mas, o que é o heroísmo? Diria o dicionário: “É a qualidade ou caráter de herói…” Entretanto, a palavra heroísmo traz em si um brilho, um coruscar adamantino, que a simples menção deste significado parece não preencher nem as bordas desta palavra, quanto mais o seu cerne!

Não contente pelo resultado obtido, talvez recorramos novamente ao dicionário: o que deve ser um herói? Suas linhas sucintas fornecerão alguns dados: “Homem extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.” Apesar do aspecto conciso desta definição, já surgem alguns matizes que poderão contribuir para aclarar a noção de heroísmo.

“Extraordinário por seus feitos guerreiros…” Entrevê-se um aspecto do heroísmo que não pode ser olvidado, é a presença do inopinado, do árduo, em suma, da dor. E se o herói é um homem extraordinário é porque, em face de muitos outros homens que fogem da dor, ele abraça o sofrimento como a asas que o levarão aos galarins da glória.

Outra qualidade é indicada para o herói: é aquele que se destaca por sua magnanimidade. O que vem a ser magnanimidade? Tocamos num ponto importante. Na verdade o heroísmo autêntico é um corolário da magnanimidade, a qual se trata de uma virtude que designa grandeza de alma. Magno, em latim, quer dizer grande, anima, significa alma. Mas só é verdadeiramente grande aquele que sabe considerar o sofrimento, e o Exemplo dos exemplos a esse respeito é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Claro está que o dito anteriormente indica um grande ideal, o qual não se conseguirá alcançar sem um esforço considerável. Cabe lembrar um velho adágio: “Vencer sem esforço é triunfar sem glória!”

É em busca dos grandes ideais que vagam nossos bons jovens de hoje em dia, os quais, freqüentemente generosos por natureza, tendem a se entregar a grandes metas, desde que essas sejam apresentadas com grandeza e de modo categórico.

É por este motivo que os Arautos do Evangelho se empenham em apresentar para a juventude nobres objetivos, os quais, sem dúvida, terão seu píncaro assinalado com a santidade, uma vez que, os verdadeiros heróis são os Santos.

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Não deixe de ver as últimas fotos das atividades realizadas pelo Projeto Futuro & Vida, desde as apresentações nos colégios até às atividades em São Roque, buscando novos heroísmos…

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