Qual o meu destino?

Arautos Granja Viana: “Qual o meu destino?”

Qual é o meu destino? Pergunta comum para quanta gente. O  incomum é fazê-la em pleno feriado de carnaval… Todavia, foi justamente para responder a esse questionamento que vários jovens puderam participar de um simpósio no Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho na grande São Paulo.

Porém, longe de se aventurarem em tentar descobrir as sendas do futuro por uma espécie de visão, os arautos apenas colocaram diante dos olhos de jovens provenientes de diversas cidades a verdade ensinada pela Igreja acerca do destino de todo homem, isto é, a eternidade. Todo homem, nesta terra, é peregrino, enquanto espera a hora de transpor os umbrais da eternidade. Para encontrar o quê? Depende de qual caminho tomou para chegar até lá…

Neste simpósio foram mostrados a esses jovens três caminhos seguros para chegar a um porto seguro na eternidade: a confissão, a comunhão, e a oração. Fazendo, assim, eco aos ensinamentos de Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho:  “Aproximando-me sempre das vias dos Sacramentos, sobretudo do Sacramento da Eucaristia, do Sacramento da Confissão e com frequência, eu tenho sobre mim a promessa de Nosso Senhor: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, terá a vida eterna”. (Homilia de 11 fev. 2007).

Para levar a cabo tão laboriosa atividade recorreu-se, como de costume, às encenações teatrais e às palestras explicativas. Porém, entre umas e outras considerações acerca do mundo sobrenatural, também tiveram excelentes oportunidades para contemplar as belezas naturais como, por exemplo, na caminhada feita na segunda-feira rumo ao cume do monte Saboó, localizado na cidade de São Roque – SP.

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Santo do Dia: Santa Beatriz da Silva e Menezes

Se com grande alegria comemoramos os aniversários daqueles que nos são mais próximos nesta terra, quanto mais não deve ser nossa alegria em festejar o nascimento, não para esta vida mas para a eternidade, daqueles que podem agora contemplar a Deus na Bem-Aventurança Eterna. Neste dia, 1 de setembro, podemos especialmente pedir a intercessão de Santa Beatriz da Silva e Menezes para, também nós, podermos chegar à pátria celeste.

Nasceu no ano de 1426 em Creta, cidade do Norte da África, do casal Dom Rui Gomes da Silva, governador desta mesma cidade e alcaide-mor (quer dizer, Presidente da Câmara) de Campo maior e D. Isabel de Meneses, próxima parente do Arcebispo de Évora, Dom Garcia de Meneses.

Quando ainda menina, costumava dizer: “ A caridade apoderou-se de tal maneira do meu coração, que me faz sempre esquecer de mim mesma. E é como me sinto feliz.”

Com esse espírito, ela procurava favorecer ao máximo todos os pobres que vinham à porta do castelo, unindo às esmolas que lhes oferecia aquilo que era muitas vezes o que mais precisavam, uma palavra animadora e um bom conselho.

Aos vinte e um anos de idade, foi chamada a servir de aia à infanta D. Isabel, que em 1447, casou-se com o rei Dom João II.

Beatriz era tão senhorial, sensata e de grande formosura física e espiritual, que o rei e fidalgos cercavam-na de atenções. A rainha D. Isabel, despeitada e a referver de ciúmes, persegue-a e maltrata-a. Isso a tal ponto que um dia à noite, vai aos aposentos de Beatriz e manda que a seguisse. Dirige-se então a um cômodo escondido do palácio, onde havia um cofre. Diz a Beatriz que ali entrasse, e ficasse presa pelos “desvarios que estava praticando”.  Tinha a rainha o perverso intuito de matar a jovem santa.

Esta, porém, trancada no escuro cofre, pede a Nossa Senhora que não lhe permitisse morrer sem a Sagrada Comunhão, e desde aquele momento consagrava a sua pureza a Nosso Senhor Jesus Cristo, fazendo o voto de castidade.

A escuridão é rompida pela luz emitida pela Virgem com o Menino Deus nos braços, que prometeu-lhe que sairia daquela prisão pois Deus tinha-a destinado a grandes coisas. Fundaria ela um instituto religioso com o título de <<Ordem da Imaculada Conceição>>.

Dias depois ao abrir o armário, a Rainha, que esperava encontrar um cadáver, deu com Beatriz cheia de vida e ainda mais formosa. Torturada pelo remorso e também pelo medo, ouviu estas palavras:

-Senhora, não temais. Servi-vos durante anos e estava disposta a continuar a servir-vos. Mas Deus chama-me e não posso deixar de seguir hoje mesmo, se possível for, para o Convento de São Domingos el Real de Toledo.”

– Pois bem Beatriz, se o Senhor te chama, vai sem demora e podes contar com o meu auxílio.

Depois de trinta anos passados na oração e penitência no Convento de S. Domingos, dali saiu em 1484, com mais doze religiosas, para dar começo à nova Ordem de Nossa Senhora da Conceição, que foi aprovada pelo Papa Inocêncio VIII, um ano antes da morte da fundadora.

O corpo de Santa Beatriz jaz em Toledo, onde a Fundadora faleceu a 9 de Agosto de 1490, com 66 anos de idade.

(Fonte: Santos de cada dia. Vol. III. José Leite, SJ.)