Um buquê de flores…

No dia 03 de agosto, último sábado, os alunos participantes do Projeto Futuro e Vida tiveram a oportunidade de assistir a uma interessante reunião sobre um tema pouco comum: um sonho! Mas, não um sonho comum, pois se trata de um dos vários sonhos que teve o grande São João Bosco.

Tal sonho, ocorrido no dia 06 de dezembro de 1876, foi narrado pelo santo a seus alunos do Oratório, que era a casa de formação da juventude feita por São João Bosco, no dia 22 do mesmo mês.

O fundador dos salesianos diz que, durante o sonho, foi levado a um local até então nunca visto, em que ele via jardins enormes repletos de flores das mais belas que se possam contemplar, com árvores cobertas do frutos mais saborosos. Nesse lugar havia construções tão espetaculares que segundo S. João Bosco nem toda riqueza da terra seria suficiente para construir um só desses castelos. Junto com tudo isso, também começou a ouvir uma música tocada com centenas de milhares de instrumentos e era tão bela que nenhum compositor seria capaz de compô-la.

Após esta visão extraordinária S. João Bosco vê aproximar-se em sua direção uma multidão de jovens, chefiados nada mais, nada menos, do que por São Domingos Sávio, o qual estava revestido por uma túnica alvíssima, repleta de diamantes e tecida com fios de ouro, tendo uma faixa vermelha na cintura com incrustações de esmeraldas, rubis e outras pedras preciosas.

Nosso venerável santo, beneficiado com esse sonho, pergunta a S. Domingos Sávio se ali era o Céu, o qual responde negativamente, pois ali só havia prazeres naturais. Do contrário, se alguém visse o Céu em vida morreria de felicidade. Após isto, S. João Bosco pergunta a S. Domingos o que ele tinha a dizer sobre o passado dos salesianos, e ele responde que toda aquela multidão que o seguia foi para o Céu graças à Ordem Salesiana. Porém, também diz que se S. João Bosco possuísse mais fé e confiança na Providência Divina o número dessas pessoas salvas seria cem milhões de vezes maior.

Depois dessas palavras o santo fundador pede a Deus perdão e faz o propósito de ter mais fé e confiança na Divina Providência. Também aproveita para perguntar acerca do que Deus tem a dizer sobre o momento em que passava a obra salesiana. S. Domingos, entretanto, dá um buquê de flores ao santo com sete tipos diferentes das mesmas. Tais flores traziam um significado: a rosa, que era a primeira das flores, simbolizava a caridade, tão necessária e querida por Deus, descrita no primeiro mandamento, que nos faz amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

A segunda flor era a violeta, flor pequena e discreta, que representava a humildade. Os participantes do Projeto Futuro & Vida, nesta parte da reunião, puderam assistir a um teatro ilustrando essa virtude e seu vício oposto,isto é, o orgulho.

 

A terceira flor, seguindo a narração, era o girassol, símbolo da obediência por causa de sua busca pelo Sol, no movimento do heliotropismo. A genciana era a quarta flor, a qual se usa para fazer chá, o qual tem um gosto amargo, mas faz abaixar a febre. Sendo assim, representa a penitência. A vida, se não tem períodos em que a pessoa tem de se esforçar para conseguir algo, não tem valor e beleza. É necessário passarmos por sofrimentos, o amargo do chá, para conseguimos o que queremos, abaixar a febre.

A quinta flor era o lírio, a pureza, virtude tão querida por Deus. S. Domingos disse a S. João Bosco que essa virtude deixa o homem semelhante aos Anjos. A comunhão frequente também estava representada no buquê de flores por uma espiga de trigo. Este sacramento é que nos dá força e alimenta a alma para suportarmos as tentações da vida.

A última flor é a mais importante, pois sem ela as outras não valem nada. É a “sempre-viva”, flor branca e pequena que após cortada não precisa de água nem sol para se manter, ela sempre fica constante e não seca. Podemos fazer a seguinte analogia: de que vale comungar uma vez a cada três meses ou obedecer os nossos superiores de vez em quando? É necessário praticar todas as virtudes de modo constante. E assim conseguiremos conquistar o paraíso visto em parte por São João Bosco neste sonho tão belo e tão real.