Um Menino que transformou a História

 

“Entremos numa certa Gruta e ali veremos um Menino adorado por sua Mãe Santíssima e São José, reunidos em família, oferecendo mais glória a Deus do que toda a humanidade idólatra, e até mesmo mais do que os próprios Anjos do Céu em sua totalidade. Já em seu nascimento, numa singela manjedoura, aquele Divino Infante reparava os delírios de glória egoísta sofregamente procurada pelos pecadores. Ele se encarnou para fazer a vontade do Pai e, assim, dar-nos o perfeitíssimo exemplo de vida.” (CLÁ DIAS, Mons. João Scognamiglio. O Inédito sobre os Evangelhos. Cittá del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, p. 105-106, vol. V).

Ao acompanharmos a Liturgia nesses dias contemplamos o nascimento de um Menino, o qual, dividindo a História ao meio, merece perene louvor pelos séculos, representado pela solene oitava de comemoração do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se enganaria quem julgasse o Natal como data passada, um dia mais festivo em meio às centenas de outros tantos. Certamente assim seria, se o nascimento comemorado fosse de qualquer um de nós e não de Deus, como de fato é. Nascimento de Deus? A pergunta mostra-se absurda em sua elaboração, pois quem é Deus obviamente não tem princípio. Todavia, o que para os homens parece absurdo, para Deus foi o meio escolhido para demonstrar aos mesmos homens, dignos de todo castigo, o amor e a condescendência d’Aquele que não se horrorizou em tomar nossa carne para nos reconduzir àquela pátria impossível de alcançar, não fosse a verdade de um tão admirável Natal.

Natal glorioso, mas ao mesmo tempo silencioso, repleto de luz e, entretanto, escondido em meio às trevas da meia-noite, cantado pelos Anjos do Céu, presenciado apenas pelos pastores da terra… Paradoxo sublime! Registrado nas páginas da História, lembrado nas canções… Canções? Sim, canções; e das mais variadas partes do mundo e épocas históricas. Foi precisamente para rememorar essas canções que os jovens do Projeto Futuro & Vida prepararam diversas apresentações natalinas neste fim de ano. Uma delas, e digna de nota, foi realizada na diretoria de ensino do município de Osasco – SP, como todos poderão acompanhar nas fotos deste post, e da página “ÚLTIMAS ATIVIDADES”, deste mesmo blog.

Dia dos pais abençoado pelos Céus…

O Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho em São Paulo teve a alegre oportunidade de no último domingo, data memorável do Dia dos Pais, contar com a presença de inúmeros jovens de corpo e de alma… Participaram das atividades deste dia não só aqueles que gozam do frescor da juventude mas também aqueles que, embora já não tenham seus dez ou doze anos, possuem o ânimo tão próprio às primeiras épocas da vida. Pais e filhos puderam compartilhar das mesmas alegrias naquele então. Tais foram as bençãos e graças derramadas neste dia que até mesmo o Céu quis manifestar seu contentamento através de um magnífico sinal…

As atividades começaram com uma apresentação musical, na qual os filhos puderam mostrar através da música toda a sua gratidão pelos incansáveis auxílios que desde o início de suas vidas receberam de seus laboriosos pais.

Após esta abertura os pais puderam fazer algo mais pelos próprios filhos: ajudarem na vitória dos jogos! Um verdadeiro circuito de obstáculos serviu de descontração para todos quanto puderam participar das atividades esportivas daquele então. Os pais completaram a pouca experiência dos filhos, e os filhos puderam auxiliar na pouca desenvoltura dos pais! É a recapitulação do velho ditado francês: “Ai se a juventude soubesse! Ai se a velhice pudesse!”

O ponto auge do dia, sem dúvida, culminou com a celebração da Santa Missa, a qual foi celebrada, como de costume aos domingos, às 17:00hs. Neste momento mesmo os pais puderam fazer sua homenagem e agradecimento àquele que é o Pai de todos, Deus Nosso Senhor.

Terminamos por aqui? Não, certamente… Após a Santa Missa uma pitoresca história foi encenada aos pais, da qual puderam se tirar importantes princípios. Tratou-se do seguinte: um pequeno jovem nipônico ansiava por ser considerado um homem. Todavia, mal sabia ele da grande prova a que deveria submeter-se para alcançar tão almejada dignidade. Deveria ele passar uma noite completa num bosque com os olhos vendados, correndo todos os riscos inerentes a esta prova. Isto pode não parecer grande coisa à primeira vista, porém bastaria nos lembrarmos de nossa infância, na qual um simples trovão nos aterrorizava durante longas horas, nas quais não ousávamos sair da sombra de nossos pais, para compreendermos a dureza que poderia significar um exame assim…

Mal sabia o pequeno jovem que esta prova era mais psicológica do que propriamente prática, isto é, seu pai, na verdade, passaria toda a noite a seu lado protegendo-lhe de qualquer perigo que pudesse sobrevir-lhe. Tendo enfrentado com coragem a dita prova, ao raiar do dia qual não foi o espanto do jovem ao ver que seu pai havia permanecido todo o tempo ao seu lado.

É apenas um conto, mas que elucida uma verdade muito maior que acompanha a cada um de nós. Se é bem verdade que nos alegramos pela contínua presença de nossos parentes próximos a nós, mas que depois de algum tempo inevitavelmente nos deixarão nesta terra, muito maior deve ser nossa alegria e confiança ao considerarmos que ao nosso lado e, muito mais, dentro de nós está alguém que de modo algum nos deixará, nem no tempo, nem na eternidade, isto é, Deus.

Concluindo estas intensas atividades pais e filhos puderam comentar entre si as graças deste dia na refeição de confraternização, na qual todos os pais foram presenteados com uma singela lembrança gravada com a imagem do modelo dos pais: o glorioso São José!

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Não deixe de conferir as fotos deste dia na página: “Últimas atividades”

 

A arte da espera

O Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho oferece a cada semana aos participantes do Projeto Futuro & Vida reuniões de formação, as quais abrangem uma gama de assuntos bem variados, entre os quais figura o tema seguinte…

Diversas vezes, em nosso cotidiano, somos convidados a observar alguma arte. Pode ser uma obra de arte plástica; ou ainda, uma bela representação em de artes cênicas; ou também, ouvir uma orquestra filarmónica a executar uma bela melodia, uma arte musical. Quiçá também nos falem sobre a arte da conversa, pouco lembrada nos dias de hoje. Entretanto, há uma arte que a humanidade está a deixar de lado, devido a excessiva velocidade que possui: a arte da espera.

Espera esta que não é somente uma arte, mas também uma virtude. Virtude que recebe o nome o nome de Paciência, que poderíamos definir como a espera animada e resignada dos sofrimentos sentidos no presente e os previstos para o futuro.

A paciência foi muito bem definida por Santo Agostinho como a virtude pela qual toleramos, com ânimo tranqüilo, os males que sofremos, ou seja, sem tristeza ou perturbação, não abandonando por impaciência os bens que nos levam a bens ainda maiores.[1]

Entrementes, uma pergunta se impõe: como usar da paciência nos dias atuais? Muito simples, caro leitor. Devemos nos armar com esta virtude desde a hora em que despertamos, até o momento em que nos recolhemos para o descanso noturno. Isto porque a paciência também nos ajuda a suportar as contendas que teremos no dia, os desentendimentos, as discussões, de modo que não percamos a calma e a tranquilidade, em suma, a paz, que tantos almejam em nossa época.

Porém, outra questão se levanta. Quais são os frutos desta paciência? O homem paciente sabe agir com responsabilidade, não é inseguro, não julga seus colegas precipitadamente, aguenta as ansiedades, não perde o ânimo nem se perturba. “Seu coração está tranquilo e nada teme, e confuso há de ver seus inimigos”, nos dizem as Sagradas Escrituras. Eis que o paciente achará descanso em suas ações, como o cervo encontra água pura em uma limpa nascente.

Para terminar, conto ao leitor um fato que se deu com São José de Cupertino. De pouca inteligência, seu mestre se esforçava em fazê-lo aprender. Até que, irado com a falta de sapiência de nosso bom santo, se retirou, dizendo que estava a perder tempo. Ao que São José lhe replicou: “não professor, se o senhor estivesse aguentando com paciência, todo seu tempo perdido transformar-se-ia em mérito no céu.”

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Não deixe de acompanhar as últimas fotos das atividades no Centro Juvenil na Galeria de Fotos.

[1] Cf. SANTO AGOSTINHO. De Patientia.

Numa época em que até os bandidos tinham cortesia…

É bem verdade que para ouvirmos falar em bandidos não precisamos ir muito longe nos nossos dias, infelizmente… Basta que liguemos a televisão ou o rádio, o computar, etc., constataremos um escachoar de exemplos atuais.

Mas, e para ouvir falar de um bandido cortês? Acho que precisaríamos buscar os relatos de alguma outra época diferente da nossa, e ainda assim desconfiaríamos de um bom êxito. Será que já ouve algo assim? Sim, reponderíamos nós, e mais ainda, este foi um tema apresentado sob forma de teatro no desfecho das últimas atividades especiais do Centro Juvenil.

Trata-se de um dos fatos ocorridos na vida de Cartouche, famoso saqueador francês, o qual, apesar de atos nada louváveis como o roubo, tinha ainda, porém, um certo verniz de cortesia, qual um resquício da formação proveniente da Igreja durante séculos de instrução sapiencial e imaculada.

Naquele tempo até mesmo o modo de entrar nas casas visadas para alguma rapina era, a seu modo, feito de certa graça. Qual não seria nossa surpresa se víssemos descer pela chaminé de nossas casas não um “Papai-Noel”, nem um limpador de chaminés, mas um bandido e, mais ainda, o pior bandido da época? Foi o que se deu com o nobre Duque D’Estigue, o qual, estando tranqüilo em seus aposentos, viu entrar Cartouche pela chaminé…

O famoso saqueador em sua “polidez”, não querendo roubar nada, mas apenas refugiar-se da polícia, exigiu, entretanto, que o nobre duque lhe fornecesse um bom jantar, pois a fome era algo que o atormentava. Pedido deveras insolente, mas tratando-se de alguém armado… o atendimento é compreensível e, certamente, obrigatório…

Terminado o forçado banquete Cartouche não deixa, porém, de manifestar sua gratidão para com a delicadeza de tão nobre hospedeiro. Todavia, há algo que desagradou nosso inusitado bandido: o vinho! Segundo seu parecer e refinado paladar – pois certamente já deveria ter “honestamente” provado boa quantidade de vinhos – não estava bom o vinho servido pelo Duque D’Estigue. Qual a solução? Maltratar-lhe? Para o cortês bandido não, certamente. Uma melhor solução lhe veio ao “generoso” espírito. Após os agradecimentos se comprometeu a enviar ao Duque os melhores vinhos que ele, Cartouche, havia conseguido em todos os seus anos de “honesto e sofrido” trabalho!

Qual não foi a surpresa do Duque D’Estigue quando, no dia seguinte, vê chegar a seu palácio uma encomenda de excelentes vinhos, os quais, segundo os dizeres de Cartouche num cartão anexo, condizem mais com a categoria do nobre hospitaleiro que, a partir de então, poderia oferecer melhores bebidas a seus “ilustres” visitantes!…

Esta encenação teatral selou as últimas atividades especiais do Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho em São Paulo, isto é, duas viagens e um acampamento. Como, pelo enorme vulto dessas mesmas atividades, não foi possível colocar à disposição as fotos destes alegres dias, disponibilizamos agora as fotos desta jornada com a juventude…

Clique aqui para ver mais fotografias

Homenagem dos filhos…

Como é bom ter uma mãe! Até o próprio Cristo Deus quis ter uma! Seu nome era Maria Santíssima.

Na cruz, o Senhor Jesus no-la deu como nossa mãe; e a partir daí, Maria Sempre Virgem foi, além de Mãe de Deus, também Mãe nossa.

E, como espelho desta sublime Senhora, quis Deus instituir em cada coração um lugar onde ficasse reservado o amor a uma mãe…

Expressando de modo filial este afeto, alguns jovens do Centro Mariano dos Arautos do Evangelho escreveram frases que reconhecem este pedacinho de céu que cada um tem na terra: a graça ser amado por uma mãe.

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Mãe, eu não sei rimar. Não sou poeta nem escritor. Sei que meus dons são poucos e esquálidos. Entretanto, meu amor é grande e ele me impele a lhe deixar alguma mensagem.

Lembra-se mãe, daquela primeira vez que fui caminhar? Meus esforços por andar eram tantos, que queria sair de seus braços. Porém, quando percebi que já não estava colado em seu colo, comecei a ter medo. Não queria abandonar aquela que me ajudava; por isso, de propósito, cai.

Lembra-se mãe, daquela vez em que a senhora me ajudava a andar de bicicleta? Já estava mais crescido, já me sentia homem feito. Comecei a pedalar e a sentir a brisa fresca no rosto. Todavia, quando vi que me distanciava da senhora, temi; e, para dizer tudo, cai.

Entretanto, a senhora, vendo meu medo, disse que não desistisse; disse que não me abandonaria, onde quer que eu estivesse; disse que, por mais que eu crescesse, eu continuaria sendo seu filhinho; e que eu fosse para frente, sem receio.

E hoje, mãe, tendo já 14 anos, vejo-me quase adulto. E, olhando para trás, observo minha memorável trajetória. E, aproveitando para proclamar em alta voz, vejo alguém que sempre esteve a meu lado; alguém que sempre me acompanhou com um olhar; alguém que me deu bons exemplos; e se hoje eu estou aqui, é graças a uma pessoa: MÃE, EU TE AMO! Matheus Bafile

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Quando me disseram que eu devia fazer uma homenagem para as queridas mães, fiquei sem palavras. Como e o que escrever? Conte-nos um pouco de sua vida, disseram alguns. Descreva seus momentos difíceis, comentaram outros. Fui deitar-me. Sonhei. E quando acordei, já tinha uma ideia.

Mãe, sei que sempre fui um bagunceiro; a senhora mandava eu arrumar minha cama e eu não queria; a senhora mandava eu ir para escola e eu fazia birra; a senhora mandava eu parar de correr na sala, pois me machucaria, e eu sentava no sofá, com fisionomia de emburrado e com ar de tragédia.

E, verdade seja dita: o que mais me concertou não foram as broncas, nem os castigos que a senhora me impunha; era ver que a senhora queria meu bem, custasse o que custasse, sem rancor, sem mágoa; pois assim age o amor, não se importando com o tempo, nem a distância, nem a própria ingratidão. Amado deste modo, como poderia eu amar menos? Mãe, à senhora devo meu amor, meu proceder, meu viver: MÃE, EU TE AMO!

Jhonatas Farias

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Lendo as Sagradas Escrituras, uma vez encontrei aquela passagem do salmo que comentava a mulher forte, a mulher direita, a mulher santa. Entusiasmado, fechei a Bíblia, sem marcar a página. Qual foi meu pesar quando procurei a passagem e não a achei! Devo ter aberto o Livro umas vinte vezes; não encontrei o que queria.

Pensava como poderia encontrar aqueles versículos de novo, quando encontrei a senhora, mãe. De modo incomparável, a senhora é aquela mulher que suportou as provações porque amou, e amou com coração sincero. Por isso, é meu dever vos louvar como dizem as Escrituras. Mãe, saiba que, se amor com amor se paga, apenas uma palavra cabe aqui: MÃE, EU TE AMO!

Gabriel Canuto

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Mãe, vou te contar uma coisa: quando saí a brincar pelo parque, encontrei uma rosa muito vermelha. Ela estava sozinha, separada de outras flores. Ela era única e inefável: lembrei-me da senhora.

E pensando na senhora, pensei naquela que também é sua mãe, e mãe por excelência: Nossa Senhora. Ela, que também no céu é festejada no dia de hoje, olha com especial afeto as mães da terra.

Como eu queria ser um menino Jesus como a senhora foi para mim uma Santa Maria! Olhando-te, lembrava da rainha das mães; pensando em Nossa Senhora, via nos olhos de Santa Soberana uma parte do amor que a senhora tinha por mim.

Quero desejar-te um feliz dia das mães indizível de bênçãos e afetos! Afinal, não poderia dizer outra coisa, senão um: MÃE, EU TE AMO!

Vitor Lopez

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Oh! Grande dia este em que acordo! Já posso sentir que meu coração pulsa mais forte; claro, pois preciso agradecer alguém muito especial.

Mãe, como eu queria lembrar dos primeiros instantes que passei em seus braços! Eu, pequeno bebê, ainda não pensava e já lhe amava; porque, colocado em seu colo, sorri; colocado perto da senhora, amansei; colocado à disposição de seu amor, descansei.

Sei, mãe, quantas vezes fui ingrato; quantas vezes deixei vosso coração angustiado: aquele primeiro dia em que cheguei tarde em casa; aquela primeira vez que deixei de avisar a senhora de minha saída; aquela primeira vez que não lhe esperei para cruzar a rua. Entretanto, ao invés de deixar de me amar, seu amor por mim foi só aumentando. Quantas vezes não corri eu para vossos braços quando senti medo? Quantas vezes não fui chorando a sua presença quando quebrava um copo? Quantas vezes não fui a vosso quarto de noite para lhe chamar, dizendo: “Mamãe, conta-me uma história?”

Mãe, neste dia tão saudoso, de tantas lembranças, quero lhe dizer perdão; entretanto, não quero deixar de lhe dizer aquilo que meu coração tanto sente: MÃE, EU TE AMO!

João Lucas Boldori

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O que dizer?

Pediram-me uma história. Dentre muitas, qual poderei contar? Entretanto, procurando em minhas memórias, encontrei uma que classifiquei de privilegiada. Eis o conto:

Nos primórdios da humanidade, logo após a expulsão de Adão e Eva do Paraíso, nossos primeiros pais já se depararam com a morte, que levou seu filho Abel. Eva, a primeira mãe, ao tocar no corpo do seu filhinho, já gelado, sentiu apertado o coração; e chorou. Todos os dias, ao pôr-do-sol, Eva sentava-se a beira do mar e derramava copiosas lágrimas pelo seu pecado, causa da morte de seu amado rebento. O mar, comovido, ia até as areias da praia recolher suas lágrimas em pequenas conchinhas, guardando-as com cuidado. Adão, sabendo do ocorrido, foi ao mar procurar os receptáculos que continham as primeiras lágrimas da História. Achando uma dessas conchas reconfortada na areia, abriu-a e viu uma jóia: assim nasceram as primeiras pérolas.

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As lágrimas de mãe são pérolas; seus esforços são ouro; seus afagos são consolo. Não há homem ou menino que não tenha sentido, em certas horas, falta de uma mãe que o acaricia, de uma mãe que o encoraja, de uma mãe que o carrega, de uma mãe que o abraça. E não há um coração de mãe que tenha algum dia abandonado seu filho, pois mesmo do céu, a mãe continua a velar por aquele que ela tanto amou nesta terra.

Mãe, neste dia tão especial, quero agradecê-la pela vida que a senhora devotou a meu cuidado, corrigindo-me, concertando-me, sofrendo por mim; pelos dias que a senhora perdeu para me atender, pelas noites que a senhora acordou para me aliviar, pelas duras labutas que a senhora passou para me ver sorrir; quero declarar a ti mais com o coração do que pelas palavras: MÃE, EU TE AMO!

João Vitor Gross

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Não deixe de ver a homenagem feita às mães através dos seguintes Links:

Em alta resolução (1gb):
https://www.sugarsync.com/pf/D7515523_75900773_148837

Em média resolução (500mb):
https://www.sugarsync.com/pf/D7515523_75900773_139765

Fabergé, da simplicidade para a graciosidade e nobreza

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Alguém que fortuitamente olha-se para um mineral assim poderia talvez dar pouca importância, ou quiçá lançá-lo na sargeta mais próxima. Entretanto, se por curiosidade, após tê-lo feito, procurasse saber o que de fato era aquele mineral, certamente ficaria descontente com a própria atitude, uma vez que o atirara ao lixo uma pedra de alta preciosidade, isto é, um rubi!

Quantas vezes em nossa vida podemos encontrar situações análogas, mas transpostas ao âmbito humano, ou seja, nos deparamos com pessoas à primeira vistas rudes e desprovidas de talentos e que, porém, depois de “trabalhadas” podem demonstrar raras habilidades.

Peter Carl Fabergé foi uma das pessoas que não se deixou levar pelas primeiras aparências e chegou, não sem muita genialidade, a inovar um artesanato estupendo, nobre e único. Foi ele “joalheiro imperial dos czares da Rússia e um dos melhores designers que o mundo já conheceu.”

“A família Fabergé era da Picardia, região setentrional da França. Sendo protestantes, os Fabergés fugiram às perseguições religiosas, em 1685, e se espalharam pela Europa. Gustav, pai de Carl, radicou-se em São Petersburgo em 1842, abrindo uma loja de ourivesaria e joalheria num acanhado porão da rua Morskaya. O negócio prosperou, e os Fabergés puderam mandar seu filho Carl (nascido a 30 de maio de 1846) para o colégio Swtaya Anna, um dos melhores da elegante capital da Rússia. Depois, mandaram-no estudar ourivesaria na Alemanha, Inglaterra, Itália e Paris.

Carl era um jovem esbelto, de nobre perfil e dedos longos e afilados. De novo na Rússia, trabalhando entre os artífices de seu pai, revelou imaginação, sagacidade e um verdadeiro talento para a liderança. Em 1870, seu pai entregou-lhe a firma.”[1]

“Até então, a arte da joalheria tendia para a realização de peças grandes, pesadas e espalhafatosas, mas o jovem Fabergé compreendeu que o que torna um presente verdadeiramente principesco não são pedras cintilantes nem esmeraldas enormes, mas a habilidade posta na sua confecção: a cuidadosa escolha das cores dos esmaltes, a delicadeza do engaste das pedras e o esmerado acabamento de detalhes como dobradiças e fechos. Começou cada vez mais a afastar a linha de trabalho da casa dos colares elaborados e gigantescos broches, passando a criar objetos que ele preferia: pequenas flores adornadas de jóias, carruagens em miniatura, liteiras e mobiliário, pequenos animais esculpidos em pedra. Também produziu uma gama de objetos úteis (binóculos de teatro, cigarreiras, cabos de guarda-chuvas, tinteiros e campainhas), apresentados em deslumbrantes tonalidades de ouro e esmalte. As pessoas achavam suas criações irresistíveis, e a sua clientela acabou por contar com personalidades como o czar Alexandre III.

Certo dia, em 1883, o imperador consultou o seu imaginoso joalheiro a respeito de um problema. A czarina era propensa a crises de profunda melancolia, e ele pretendia presenteá-la pela Páscoa com alguma distração interessante que lhe estimulasse o ânimo. Fabergé comprometeu-se a criar o presente ideal. Com seu humor típico, esmaltou um ovo de Páscoa dourado de modo a aparecer um ovo comum de galinha, mas a casca, quando aberta, deixava ver uma gema de ouro amarelo baço. Dentro da gema havia uma surpresa: uma galinha de ouro, de uns três centímetros de altura, com olhos de rubis. Quando se levantava a cabeça da galinha, esta ao se abrir e mostrava uma coroa de brilhantes, de dentro da qual pendia um pequeno berloque de rubi em forma de ovo.

O casal imperial ficou tão encantado com a engenhosidade de Fabergé que o czar lhe pediu que fizesse um ovo todos os anos. Esse ovo tinha de encerrar alguma surpresa, mas, à parte disso, a opção do design era de inteira responsabilidade do mestre joalheiro, que tinha carta branca quanto ao preço. Os ovos eram feitos nas oficinas de Fabergé no mais absoluto segredo. Por vezes, o czar não era capaz de conter sua curiosidade, e mandava perguntar: “Que tipo de ovo vai ser este ano?” Mas Fabergé, com uma piscadela de olho, responderia apenas: “Sua Majestade vai gostar.” E gostava mesmo! Depois da morte de Alexandre, seu filho Nicolau II herdou o costume, e os ovos criados por Fabergé foram presenteados nas cortes dos Romanov todas as Páscoas, durante 34 anos.”[2]

Quando estourou a revolução bolchevista na Rússia, em setembro de 1918 “Fabergé deixou o país, na calada da noite, disfarçado de diplomata britânico. Morreu na Suíça em 1920, com 74 anos. Os segredos de sua arte perderam-se para sempre. Mesmo assim, seus trabalhos são hoje mais populares do que nunca – minúsculos monumentos cintilantes ao gosto e à maestria de um homem que só se contentava com a perfeição.”[3]

Um talentoso joalheiro, um espírito contemplativo, um exemplo digno de nota para marcar a História. Se por vezes a banalização das coisas, que tanto encharca a sociedade atual, pode toldar nossos olhos de modo a não darmos importância ao que é gracioso, é bem verdade, entretanto, que a beleza suscitada por tais talentos pode nos fazer pensar em algo mais do que as meras trivialidades e, quiçá, elevar os nossos olhos para cogitações mais nobres, e nossas esperanças para realidades sobrenaturais e eternas!

Este foi um dos temas abordados numa das reuniões de formação cultural do Projeto Futuro & Vida, como o poderão comprovar pelas fotos a seguir…

A Sexta-feira Santa

A recordação do sacrifício de Cristo, consumado hoje no Calvário, ocupa de tal modo o pensamento da igreja que ela renuncia à renovação da vítima divina, sobre o altar, ou seja, à celebração da Missa, limitando-se a participar no mistério sagrado pela Comunhão Eucarística. Antigamente, apenas o sacerdote podia comungar, neste dia. Mas hoje, tal como nos tempos primitivos, também os fiéis o podem fazer.

Os paramentos são vermelhos, pois esta é a cor dos mártires: Jesus foi a primeira testemunha do amor do Pai derramando o seu Preciosíssimo Sangue pela Redenção da humanidade.

A liturgia inicia-se com a prosternação dos ministros sagrados diante do altar, que é símbolo de Cristo. Representam eles a humanidade decaída e penitente, que implora humildemente o perdão dos pecados.

Um ponto a ser notado especialmente hoje é a Oração dos Fiéis. Nos primeiros séculos da Igreja estas orações eram a introdução habitual à liturgia eucarística, uso que foi restaurado no século passado. Durante muito tempo, na liturgia romana, ficaram restritas à celebração de Sexta-Feira Santa. A Oração dos Fiéis é feita pelas seguintes intenções: pela Igreja, pelo Papa, Clérigos e Povo, pelos governantes, catecúmenos, aflitos, herejes e cismáticos, judeus e pagãos.

Na cerimônia de Sexta-feira Santa é feita a adoração da Cruz. Tal rito começou em Jerusalém cerca do ano de 385. Na igreja da Santa Cruz, os Diáconos colocavam diante da cátedra do Bispo uma mesa coberta com uma toalha alvíssima e sobre ela a Relíquia da verdadeira Cruz. Os fiéis aproximavam-se, osculavam a Santa Relíquia, sendo proibido tocá-la com as mãos, a fim de prevenir qualquer excesso de devoção…hoje a Santa Igreja concede uma indulgência  plenária aos que participam piedosamente da veneração da Santa Cruz e oscularem devotamente o Santo Lenho.

De Jerusalém a cerimônia passou para Constantinopla e outras cidades, tendo sido introduzida em Roma no século VII. O Papa, ao ir de São João de  Latrão para a basílica sessoriana da Santa Cruz, ia incensando a relíquia do Lignum Crucis, portada por um Diácono num rico escrínio. Durante o trajeto cantava-se o Ecce Lignum e o Salmo Beati immaculati. Como nem todas as igrejas tinham uma Relíquia da verdadeira Cruz foi esta substituída pela imagem do Crucifixo, dando assim origem ao atual rito.

Entrará solenemente o crucifixo, precedido pela relíquia do Santo Lenho,  “quando for elevado, atrairei a mim todas as criaturas” Em vossa Cruz, humilhado, chagado,  agonizante, começastes a reinar sobre esta terra, possais assim senhor reinar também em nossos corações.

Terminada a celebração litúrgica, todos os presentes poderão adorar a Santa Cruz. De tal forma a Cruz está ligada ao sacerdócio de Cristo, e evoca o Divino Crucificado que a Igreja lhe presta culto de adoração, ou de latria, na Sexta-Feira Santa.

Também serão introduzidas solenemente na igreja a imagem do Bom Jesus e de Nossa Senhora, simbolizando o seu encontro a caminho do Calvário.

Voltemos nosso olhar para o Coração Imaculado de Maria e consideremos as dores que dilaceraram sua virginal alma:

Quem, Senhora, vendo-Vos assim em pranto, ousaria perguntar por que chorais? Nem a Terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor. Dai-me, minha Mãe, um pouco, pelo menos, desta dor. Dai-me a graça de chorar a Jesus, com as lágrimas de uma compunção sincera e profunda.

Sofreis em união a Jesus. Dai-me a graça de sofrer como Vós e como Ele. Vossa dor maior não foi por contemplar os inexprimíveis padecimentos corpóreos de vosso Divino Filho. Que são os males do corpo, em comparação com os da alma? Se Jesus sofresse todos aqueles tormentos, mas ao seu lado houvesse corações compassivos! Se o ódio mais estúpido, mais injusto, mais alvar, não ferisse o Sagrado Coração enormemente mais do que o peso da Cruz e dos maus tratos feriam o Corpo de Nosso Senhor! Mas a manifestação tumultuosa do ódio e da ingratidão daqueles a quem Ele tinha amado… a dois passos, estava um leproso a quem havia curado… mais longe, um cego a quem tinha restituído a vista… pouco além, um sofredor a quem tinha devolvido a paz. E todos pediam a sua morte, todos O odiavam, todos O injuriavam. Tudo isto fazia Jesus sofrer imensamente mais do que as inexprimíveis dores que pesavam sobre seu Corpo.

E havia pior. Havia o pior dos males. Havia o pecado, o pecado declarado, o pecado protuberante, o pecado atroz. Se todas aquelas ingratidões fossem feitas ao melhor dos homens, mas por absurdo não ofendessem a Deus! Mas elas eram feitas ao Homem-Deus, e constituíam contra toda a Trindade Santíssima um pecado supremo. Eis aí o mal maior da injustiça e da ingratidão.

Este mal não está tanto em ferir os direitos do benfeitor, mas em ofender a Deus. E de tantas e tantas causas de dor, a que mais Vos fazia sofrer, Mãe Santíssima, Redentor Divino, era por certo o pecado.

E eu? Lembro-me de meus pecados? Lembro-me, por exemplo, do meu primeiro pecado, ou do meu pecado mais recente? Da hora em que o cometi, do lugar, das pessoas que me rodeavam, dos motivos que me levaram a pecar? Se eu tivesse pensado em toda a ofensa que Vos traz um pecado, teria ousado desobedecer-Vos, Senhor?

Oh, minha Mãe, pela dor do santo Encontro, obtende-me a graça de ter sempre diante dos olhos Jesus Sofredor e Chagado, precisamente como O vistes neste passo da Paixão.

A Quinta-feira Santa

Na Quinta-Feira Santa a Igreja comemora a instituição da Sagrada Eucaristia. Com vistas a manifestar de uma forma sensível a majestade  da Ceia do Senhor, permite-se, neste dia, somente, a celebração de apenas um Sacrifício Eucarístico em cada igreja. A Missa de Quinta-Feira Santa é uma das mais solenes do ano litúrgico, onde também se comemora a instituição do ministério sacerdotal.

Os ritos do Tríduo Pascal tiveram sua origem em Jerusalém, nos primeiros séculos, nos mesmos lugares onde se deram os acontecimentos comemorados. Neste então, eram celebradas três Missas: a primeira para a reconciliação dos penitentes; a segunda, chamada de Missa Chrismalis, para abençoar os santos óleos, isto é, aqueles que serviriam para ungir os doentes,  para ministrar o Santo Crisma, e também um óleo específico para os catecúmenos, pois, tal como os atletas do circo eram ungidos antes da luta, também eles o eram  antes de se empenharem no último e definitivo combate contra o demônio,  para receberem o batismo. Ao anoitecer, por fim, era celebrada a terceira Missa, comemorando a Ceia do Senhor, onde foi instituída a Eucaristia. Era a Missa in Coena Domini. Após isso os fiéis passavam a noite em vigília no próprio Horto das Oliveiras.

Atualmente, ao fim da cerimônia o Santíssimo Sacramento é solenemente transladado para o local onde se encontra o Monumento, diante do qual todos poderão fazer vigílias junto a Nosso Senhor Sacramentado, com vistas a consolá-lo durante a sua Agonia no Horto das Oliveiras.

Solene transladação do Santíssimo Sacramento

Uma vez que não se celebra Missa na Sexta-Feira Santa, por ser o dia em que o Divino Redentor ofereceu na Cruz o Seu único sacrifício pela Redenção da humanidade, sempre houve a necessidade de guardar as espécies eucarísticas, no fim da Missa de Quinta-Feira Santa para serem ministradas na Comunhão do dia seguinte. Nos primórdios da Igreja, os cristãos levavam consigo a Eucaristia, a fim de a consumirem na Sexta-Feira Santa. Com o passar do tempo esta prática caiu em desuso e as espécies eucarísticas passaram a ficar guardadas na sacristia.

O costume de realizar uma procissão solene, isto é, com velas, incenso e cânticos, para a transladação do Santíssimo Sacramento, surgiu no apenas no século XI. Este cerimonial passou a significar o sepultamento de Nosso Senhor, chegando, em alguns locais a ser colocada na capela do Monumento uma imagem de Cristo após ter sido retirado da Cruz a fim de incentivar a piedade dos fiéis.

Este rito associado ao sepultamento do Senhor levou, também,  a que fossem consagradas duas hóstias na Missa de Quinta-Feira Santa: uma para ser consumida na Sexta-Feira Santa, e outra para ser simbolicamente sepultada, no Monumento, a fim de “ressuscitar” na vigília pascal.

Atualmente o sepultamento foi substituído pela solene adoração eucarística até meia-noite, em ação de graças pelos dons concedidos por Nosso Senhor. Após a meia-noite, deve o fiel voltar o pensamento para a Paixão de Cristo.

Denudação do Altar

Após a Missa “in Coena Domini”, são retiradas as toalhas do altar, bem como os castiçais. É a denudação do altar, a qual simboliza a denudação de Cristo antes de sua crucifixão. Aquele que é a Pureza foi despojado de suas vestes, e os impuros O escarneceram em sua pureza. E Nosso Senhor, digno de toda reverência, resistiu às chacotas dos corrompidos.

Não parece insignificante que resista à chacota quem já resistiu a tantos tormentos? Entretanto, mais esta lição nos era necessária. Pelo desprezo de uma criada, São Pedro negou. Quantos homens terão abandonado Nosso Senhor pelo medo do ridículo! Pois se há gente que vai à guerra expor-se a tiros e morte para não ser escarnecido como covarde, não é bem exato que há certos homens que têm mais medo de um riso do que de tudo?

O Divino mestre enfrentou o ridículo. E nos ensinou que nada é ridículo quando se pratica a virtude. Peçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo que nos ensine a refletir em nós a majestade de Seu Semblante e a força de Sua perseverança, quando os ímpios usarem contra nós a arma da ridicularização.

 

 

Em meio à quaresma, escrevem os estudantes…

NA ESTRADA DA VIDA, AS FLORES ROXAS

O sol ia alto. Estava eu a caminhar, descontente com o calor do dia, pensando qual seria a tema do artigo que iria escrever. Em meu pequeno universo, tinha hipóteses monumentais. Talvez faria bem discorrer sobre as últimas notícias como a queda de meteoros e suas graves consequências, ou ainda sobre os assuntos correntes no Vaticano?

Caminhava agora em uma estrada cheia de cascalhos. A cada passo que dava, era uma lufada de pó que subia. Entretanto, para acompanhar o peregrino que por ai andava, foram plantados uns arbustos verdinhos, que, nesta época do ano, davam pequeninas flores roxas. Tal visão trouxe-me ao coração uma lembrança e aos lábios um sorriso.

Estamos na quaresma. A Santa Igreja trocou o verde do tempo comum pelo roxo da penitência. Penitência que Deus quer que seus filhos pratiquem para apresentarem suas almas puras e limpas. Isto porque o próprio Cristo, contador da parábola do Filho pródigo, não considera tanto o começo quanto o fim de nossas obras. Se erramos, é lamentável; mas Ele nos dá a capacidade de arrependermo-nos de sincero coração, consertando nossos atos, esperando de Deus, que não despreza um coração arrependido, a salvação eterna, e, com ela, a felicidade.

Quando me dei conta, estava parado, observando as florezinhas roxas. Como os desígnios de Deus são admiráveis! Se analisarmos o que constantemente vemos, descobriremos segredos que Deus quer nos revelar!

Portanto, caro leitor, cabe a nós, que, caminhando pelas estradas da vida, ao encontrarmos as flores roxas da quaresma, não nos façamos de cegos. É necessário que produzamos frutos de penitência como Deus nos pede, pois, verdade seja dita, não sabemos quantas flores de quaresmas ainda havemos de encontrar em nosso caminhar…

Guilherme Cueva