“Tendo amado os seus, amou-os até o fim”

Arautos Granja Viana: “Tendo amado os seus, amou-os até o fim”

“Tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). Palavras pungentes que se encontram no relato de São João sobre a Paixão de Cristo. Esta afirmação, feita pelo Redentor, à primeira vista parece indicar apenas que o amor de Nosso Senhor pelos seus é tal que nem na perspectiva da própria morte foi diminuído. De fato, é uma bela interpretação, porém, incompleta, como afirma Mons. João S. Clá Dias: Continue lendo ““Tendo amado os seus, amou-os até o fim””

Na aparente derrota, a vitória…

 

Arautos Granja Viana: “Na aparente derrota, a vitória…”

Eis que entramos na Semana Maior, mais conhecida como Semana Santa. Nestes dias vem-nos logo à memória a imagem do Divino Redentor chagado, flagelado, coroado de espinhos, escarnecido… Considerações que piedosamente nos conduzem a ter compaixão do Verbo encarnado. Sofrimento que padeceu por nós sem nada merecer… Continue lendo “Na aparente derrota, a vitória…”

Qual o meu destino?

Arautos Granja Viana: “Qual o meu destino?”

Qual é o meu destino? Pergunta comum para quanta gente. O  incomum é fazê-la em pleno feriado de carnaval… Todavia, foi justamente para responder a esse questionamento que vários jovens puderam participar de um simpósio no Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho na grande São Paulo.

Porém, longe de se aventurarem em tentar descobrir as sendas do futuro por uma espécie de visão, os arautos apenas colocaram diante dos olhos de jovens provenientes de diversas cidades a verdade ensinada pela Igreja acerca do destino de todo homem, isto é, a eternidade. Todo homem, nesta terra, é peregrino, enquanto espera a hora de transpor os umbrais da eternidade. Para encontrar o quê? Depende de qual caminho tomou para chegar até lá…

Neste simpósio foram mostrados a esses jovens três caminhos seguros para chegar a um porto seguro na eternidade: a confissão, a comunhão, e a oração. Fazendo, assim, eco aos ensinamentos de Mons. João S. Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho:  “Aproximando-me sempre das vias dos Sacramentos, sobretudo do Sacramento da Eucaristia, do Sacramento da Confissão e com frequência, eu tenho sobre mim a promessa de Nosso Senhor: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, terá a vida eterna”. (Homilia de 11 fev. 2007).

Para levar a cabo tão laboriosa atividade recorreu-se, como de costume, às encenações teatrais e às palestras explicativas. Porém, entre umas e outras considerações acerca do mundo sobrenatural, também tiveram excelentes oportunidades para contemplar as belezas naturais como, por exemplo, na caminhada feita na segunda-feira rumo ao cume do monte Saboó, localizado na cidade de São Roque – SP.

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Um Menino que transformou a História

 

“Entremos numa certa Gruta e ali veremos um Menino adorado por sua Mãe Santíssima e São José, reunidos em família, oferecendo mais glória a Deus do que toda a humanidade idólatra, e até mesmo mais do que os próprios Anjos do Céu em sua totalidade. Já em seu nascimento, numa singela manjedoura, aquele Divino Infante reparava os delírios de glória egoísta sofregamente procurada pelos pecadores. Ele se encarnou para fazer a vontade do Pai e, assim, dar-nos o perfeitíssimo exemplo de vida.” (CLÁ DIAS, Mons. João Scognamiglio. O Inédito sobre os Evangelhos. Cittá del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, p. 105-106, vol. V).

Ao acompanharmos a Liturgia nesses dias contemplamos o nascimento de um Menino, o qual, dividindo a História ao meio, merece perene louvor pelos séculos, representado pela solene oitava de comemoração do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se enganaria quem julgasse o Natal como data passada, um dia mais festivo em meio às centenas de outros tantos. Certamente assim seria, se o nascimento comemorado fosse de qualquer um de nós e não de Deus, como de fato é. Nascimento de Deus? A pergunta mostra-se absurda em sua elaboração, pois quem é Deus obviamente não tem princípio. Todavia, o que para os homens parece absurdo, para Deus foi o meio escolhido para demonstrar aos mesmos homens, dignos de todo castigo, o amor e a condescendência d’Aquele que não se horrorizou em tomar nossa carne para nos reconduzir àquela pátria impossível de alcançar, não fosse a verdade de um tão admirável Natal.

Natal glorioso, mas ao mesmo tempo silencioso, repleto de luz e, entretanto, escondido em meio às trevas da meia-noite, cantado pelos Anjos do Céu, presenciado apenas pelos pastores da terra… Paradoxo sublime! Registrado nas páginas da História, lembrado nas canções… Canções? Sim, canções; e das mais variadas partes do mundo e épocas históricas. Foi precisamente para rememorar essas canções que os jovens do Projeto Futuro & Vida prepararam diversas apresentações natalinas neste fim de ano. Uma delas, e digna de nota, foi realizada na diretoria de ensino do município de Osasco – SP, como todos poderão acompanhar nas fotos deste post, e da página “ÚLTIMAS ATIVIDADES”, deste mesmo blog.

Quem é mais, manda menos…

A vida comum e corrente de todos os dias nos traz ensinamentos valorosos na compreensão de vários acontecimentos. A observação detida, e às vezes desinteressada, pode nos fornecer princípios que talvez décadas de estudo não proporcionariam. Assim nascem, na maioria das vezes, os chamados “ditados populares”, os quais, diga-se de passagem, resumem em pequenas sentenças o que os livros dedicariam boas páginas no intuito de tratar dignamente de certos temas.

Pois bem, um dos ditos populares muito familiar a nossos ouvidos talvez seja: “Quem pode mais, chora menos…” Frase um pouco crua no que diz respeito a uma educação mais polida, porém, verdadeira. Não obstante, mais do que o simples significado da afirmação, o que nos interessa no presente momento é a “moldura” que a reveste, a qual, sem muita dificuldade, deixa entrever que aquele que possui maior força, maior poder, maior autoridade, é o que faz valer sua voz, é o que subjuga, que intimida precisamente pelo que representa diante dos outros. Essa concepção, apesar de não figurar tão sem véus assim, é o modo como muitas vezes interpretamos a toda e qualquer autoridade, como se a hierarquia viesse de fábrica com uma espécie de selo macabro e injusto. Ora, a análise de uma vida digna de imitação, isto é, a de Nosso Senhor Jesus Cristo bem nos mostra uma outra concepção acerca da hierarquia, conforme comenta Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP:

“À primeira vista, a constituição da Sagrada Família é um mistério, pois nela quem tem mais autoridade é São José, como patriarca e pai, com direito sobre a esposa e sobre o fruto de suas puríssimas entranhas.

A esposa é Mãe de Deus, Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Sendo Mãe, tem Ela poder sobre um Deus que Se encarnou em seu seio virginal e Se fez seu Filho.

Nosso Senhor Jesus Cristo, como filho, deve obediência a esse pai adotivo, aceitando em tudo a orientação e a formação dada por José; e também à sua Mãe, criatura sua. Que imenso, insondável e sublime paradoxo!

Assim, na ordem natural, José é o chefe; Maria, a esposa e mãe; e Jesus, a criança. Porém, na ordem sobrenatural, o Menino é o Criador e Redentor; Ela, a Medianeira de todas as graças, Rainha do Céu e da Terra; e José, o Patriarca da Igreja. José, o que de si tem menos poder, exerce a autoridade sobre Nossa Senhora, a qual tem a ciência infusa e a plenitude da graça, e sobre o Menino, que é o Autor da graça.

Por que dispôs Deus essa inversão de papéis?

Assim fez para nos dar uma grande lição: Ele ama a hierarquia e deseja que a sociedade humana seja governada por este princípio, do qual o próprio Verbo Encarnado quis dar exemplo.”[1]


[1] CLÁ DIAS, João Scognamiglio. O inédito sobre os Evangelhos. Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2012, 130-131, vol. V.

Santa Teresinha: Padroeira da Comunhão diária

Quem nunca ouviu falar de Santa Teresinha do Menino Jesus? A singela freira que viveu nas solidões do convento de Lisieux, e que mais tarde foi coroada com o título de Padroeira das Missões, sem sequer sair das paredes de sua reclusão religiosa… Por quê? Porque sua ardente caridade, identificando-se no coração da Igreja, propugnou as missões mais longínquas.

Seu exemplo não se limitou ao ardor missionário, mas também brilhou seu fervor eucarístico. Com efeito, naquele então ainda não havia o privilégio de uma dupla Comunhão no dia, nem mesmo o costume de comungar a cada dia. A influência do jansenismo se alastrou poderosamente em todos os ambientes religiosos. Somente se comungava com o consentimento do confessor. Ora, Teresinha, apesar de ser autorizada a comungar 4 a 5 vezes por semana, tinha o desejo de fazê-lo todos os dias, muito embora não se atrevesse a pedir-lhe[1]. Porém o que estava impedida de fazer na terra, certamente poderia modificar-se na eternidade. Prometeu que, estando no Céu, haveria de trabalhar para que fosse mudada a regulamentação acerca da recepção da comunhão[2]. De fato, foi o que ocorreu algum tempo depois: «quando o Papa Pio X tomou conhecimento do ensinamento dessa carta teresiana, disse: “Oportuníssimo! Oportuníssimo!”»[3]

São Pio X, associando aos escritos de Santa Teresinha outros acontecimentos na história da Igreja, mandou publicar o decreto Quam Singulari[4], o qual, além de favorecer a Comunhão aos infantes, incentivou a recepção frequente e diária do Corpo de Jesus Sacramentado.

A Santa de Lisieux, em maio de 1889, assim escreve à Irmã Maria Guérin, a qual sofria de grandes escrúpulos:

“Irmãzinha querida, comunga muitas vezes, muitas vezes… Eis aí o único remédio, se queres te curar. Não foi sem razão que Jesus pôs esta atração em tua alma. (Creio que ele ficaria contente se puderes recuperar as tuas duas Comunhões perdidas. Então, a vitória do demônio seria menor, pois não teria conseguido afastar Jesus de teu coração.) Não tenhas medo de amar demasiadamente Nossa Senhora. Nunca a amarás suficientemente, e Jesus estará bem feliz, pois a Santíssima Virgem é sua Mãe.”

Desta forma, bem se poderia considerar Santa Teresinha como padroeira não somente das missões, mas também da Comunhão frequente, quiçá, diária.

Seu amor por Nosso Senhor a acompanhou em toda a sua vida, de tal sorte que até mesmo a morte não lhe causava medo, mas antes alegria. Mons. João S. Clá Dias, EP, numa de suas homilias assim comenta os últimos momentos desta alma abrasada:

“Santa Terezinha do Menino Jesus, jovem, juveníssima, quando no meio da sua tuberculose teve uma hemoptise à noite, aguentou até de manhã para não olhar, pois fez a penitência de não olhar o que tinha saído de seus lábios. Porque se fosse sangue ela teria uma alegria tão grande que seria intemperante. Então, ela aguentou até o amanhecer. Quando amanheceu e ela viu que era sangue mesmo e que, portanto, a morte se aproximava uma alegria invadiu sua alma.

E quantos santos ao saírem desta vida estão cheios de alegria e gratidão. Por quê? Porque chegou a hora de nascer para o Céu. O santo não considera a morte como uma tragédia. Ele considera como uma passagem maravilhosa desta vida para a outra. E não considera uma morte, mas considera um nascimento.”[5]

Peçamos a intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus para sermos almas eucarísticas e para, no término desta vida, podermos compartilhar da mesma alegria nos Céus.


[1] Consta na Positio de Santa Teresinha, nas p. 289-290. Cf. Também CAVALCANTE, 1997, pp. 215-216.

[2] Cfr. P. T. Cavalcante, Dicionário de Santa Teresinha, Paulus, São Paulo, 1997, p. 118.

[3] P. T. Cavalcante, Dicionário de Santa Teresinha, p. 118.

[4] Cfr. S. CONGREGATIO DE SACRAMENTIS, Decretum: Quam singulari, (8 Augusti 1910) in AAS II  (1910), pp. 577-583.

[5] CLÁ DIAS, Mons. João S.. Homilia de 29 jun. 2008.

O mundo dourado

No início deste mês de setembro, quem anda pelas ruas de São Paulo, repara em vários locais da cidade uma coloração diferente: o amarelo.

São os ipês, árvores muito curiosas, que mantém seus botões fechados até determinado momento do ano. Numa bela manhã, geralmente na primeira semana de setembro, observa-se que todos os botões estão abertos e suas flores aparecendo à luz do sol.

E os ipês se mostram eufóricos por estarem sob essa intensa ação do sol, o que os deixa particularmente atraentes.

Monsenhor João Clá Dias, EP,  sempre incentivou os Arautos a não ficarem somente na visão material da natureza, mas procurar nela a relação mais profunda com o homem.

A primeira reação de quem olha esta maravilha da natureza tem um primeiro deslumbramento no qual a análise não é possível.
Não é que não haja uma análise. Estar deslumbrado é analisar, é degustar e degustar é analisar. Mas é uma análise que não desce aos pormenores, não desce aos detalhes, se contenta com o esplendor do colorido e da linha geral. Mas depois das primeira floradas de ipê que alguém assista, a atenção se volta aos pormenores e então começa a ser analisado tudo aquilo quanto é o significado profundo daquela flor, o que é que ela significa na ordem do universo, o que é que ela significa na ordem da beleza, o que ela significa como expressão de Deus na vocação daquele país onde ela floresce, e assim, muitas outras considerações vêm ao espírito humano.

Sem dúvida, uma das mais belas árvores que há, o ipê simboliza determinados estados de espírito do homem ou situações da vida.
Assemelha-se ele a uma árvore ornada de magnífico manto dourado, conferindo um ar de corte onde se encontra. São sóis que reluzem em meio ao verde da mata, e suas flores reunidas em cachos de ouro estão a nos transmitir uma mensagem de esperança no porvir, nas promessas de Deus ainda não realizadas, mas que se cumprirão a seu tempo.

Vem-nos naturalmente à lembrança a poesia de Casimiro de Abreu:

“Ai que saudades que tenho
da aurora da minha vida,
De minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
O mundo é um sonho dourado,
A vida, um hino de amor!”

Andando novamente pelas ruas da cidade e vendo este “mundo que é um sonho dourado” neste mês de setembro, analisemos em cada ipê amarelo, a mensagem que este nos quer transmitir.

 

História ou realidade? A catedral “engloutie”

“Era uma vez…” Quantas histórias ouvimos contar em nossa infância que começam desta maneira… Maravilhamo-nos com tantas delas, mas guardamo-las empoeiradas no fundo de nossas recordações mais ou menos como um brinquedo antigo que nos causava grande atração quando crianças, mas que agora jaz no canto de algum armário, o qual será lembrado apenas nalguma circunstância fortuita em que lhe passarmos os olhos de modo inopinado…

Serão todos os contos um mero passatempo sujeito ao esquecimento como acabamos de descrever? Diríamos que, por certo, não. Há determinadas histórias que por mais que não tenham sido reais no rigor da palavra “real”, são reais ao menos no que diz respeito à vida de muitos de nós, ou seja, a seu modo acontecem na vida de algumas, ou de muitas pessoas. Para embasar nossa afirmação tomemos apenas um exemplo de histórias, aliás, a “quintessência” em matéria de histórias, que são as parábolas criadas por Nosso Senhor Jesus Cristo nas pregações que fazia.

Há quem diga que a história do filho pródigo não foi real, e que foi apenas para exemplificar um pouco, etc. Mas, quantos “filhos pródigos” já não passaram pela História? Não terei sido eu mesmo um filho pródigo com relação a Deus em minha vida? Olhando algumas histórias sob esse prisma percebemos que muitas delas simbolizam muitas realidades que elas mesmas não contam…

Isto posto, passemos à história que encabeçou o presente artigo. A história da catedral engloutie, ou submersa, assim é narrada:

“Era uma vez uma catedral bonita plantada há muitos anos na beira do mar. Era a jóia da aldeia. O povo gostava dela. E em dia de festa mais bonita ficava, cheia de gente, e os sinos dobrando.

Mas, um dia; foi o vento? Foi a maré, muito forte? Foram os pecados da gente que irritaram Deus? O certo é que o mar subiu e devorou a catedral. Depois, durante muitos séculos não se ouviu falar mais da catedral engloutie.

Mas, quando era calma a noite, quando não silvava o vento, gemendo no arvoredo, nem uivavam os cães na redondeza, se o barqueiro que singrasse aquelas ondas apurava o ouvido, escutava lá longe, vindo do fundo das águas, o claro som argênteo de sinos tocando. Eram os sinos da catedral que dobravam para as suas festas…”[1]

Ora, o que se deu com a catedral engloutie também ocorre a seu modo com cada alma humana. Quantas vezes esbarramos na vida com pessoas que, ao nosso ver, são um “mar de defeitos”. Pensamos não existir nada de aproveitável em tais pessoas, mas, bastaria aguçar um pouco o ouvido para escutar, muito distantes talvez, mas sonoros e cristalinos, cantarem os sinos desta catedral engloutie, que nos falam de qualidades que foram submersas com o tempo.

O que é preciso é nunca desesperar acerca de ninguém. É saber descobrir em cada coração o reflexo de Deus que aí existe, ainda que esteja escondido num lamaçal de defecções. É saber fazer com que bimbalhem os sinos da catedral. Desanimar jamais! Desanimar é o pior que pode haver. É perder a batalha da vida. Como, aliás, nos ensina Mons. João Clá:

“De maneira que o desânimo é pecado. É pior que o pecado até, porque os tratadistas de vida espiritual dizem que com a perda da esperança, o demônio atinge todas as virtudes. Todas as virtudes que nós possamos ter são atingidas quando se perde a virtude da esperança. Enquanto que quando se perde uma qualquer outra virtude, se perde aquela somente, mas quando se perde a esperança, todas as outras ficam atingidas. Então, é dos piores pecados que existem, é o desânimo.”[2]

Porém, qual a solução para não desanimar? Certamente é rezar, e rezar confiante e perseverantemente. “Portanto, ao rezarmos, nós devemos rezar com toda confiança, porque uma das notas essenciais para que nós sejamos atendidos por ele é esta confiança plena. E não podemos pedir com incerteza, devemos pedir com toda a segurança, nosso tom deve ser inteiramente categórico, na convicção plena de que vamos ser atendidos. E essa é a força da nossa pertencença à Igreja, essa é a força da nossa prática da virtude, essa é a força de tudo aquilo que nós necessitamos e obtemos, porque a força está nessa convicção. Ele [Nosso Senhor Jesus Cristo] não pode negar a palavra que usou.”[3] E qual palavra usou? “Eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome eu o realizarei a fim de que o Pai seja glorificado no       Filho.”


[1] D.Lucas Moreira Neves, A Semente é a palavra, págs. 13-16, 2ª edição, 1969, Edições Paulinas, São Paulo, SP.

[2] Mons. João S. Clá Dias, EP. Homilia de 01/12/2009.

[3] Mons. João S. Clá Dias, EP. Homilia de 29/05/2009.