E o Verbo se fez carne…

Mais algum tempo e terá passado o Tempo do Natal, conforme nos ensina a Liturgia. Todavia, certamente não será tempo de esquecer os preciosos ensinamentos e esperanças que nos deu a Encarnação do Verbo de Deus, como lembra o Pe. Thomas de Saint-Laurent:

“O sábio constrói a casa sobre o rochedo: nem inundação, nem chuvas, nem tempestades a poderão lançar por terra. Para que o edifício da nossa confiança resista a todas as provas, preciso é que se eleve sobre bases inabaláveis.

“Quereis saber, diz São Francisco de Sales, que fundamento deve ter a nossa confiança? Deve basear‑se na infinita bondade de Deus e nos méritos da Morte e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, com esta condição da nossa parte: a firme e total resolução de sermos inteiramente de Deus e de nos abandonarmos completamente e sem reservas à sua Providência” ([1]).

As razões de esperança são demasiado numerosas para que possamos citá‑las todas. Examinaremos aqui somente as que nos são fornecidas pela Encarnação do Verbo e pela Pessoa sagrada do Salvador. De resto, é Cristo em verdade a pedra angular ([2]) sobre a qual principalmente deve apoiar‑se a nossa vida interior.

Que confiança nos inspiraria o mistério da Encarnação, se nos esforçássemos por estudá‑lo de maneira menos superficial!…

Quem é essa criança que chora no presépio, quem é esse adolescente que trabalha na oficina de Nazaré, esse pregador que entusiasma multidões, esse taumaturgo que opera prodígios sem conta, essa vítima inocente que morre na Cruz?

É o Filho do Altíssimo, eterno e Deus como o Pai… é o Emanuel desde tanto tempo esperado; é Aquele que o Profeta chama o “Admirável, o Deus forte, o Príncipe da paz” ([3]).

Mas Jesus ‑ disto nos esquecemos frequentemente ‑ é nossa propriedade. Em todo o rigor do termo, Ele pertence‑nos; é nosso; temos sobre Ele direitos imprescritíveis, pois o Pai celeste no‑Lo deu. A Escritura assim o afirma: “O Filho de Deus nos foi dado” ([4]).

E São João, no seu Evangelho, diz também: “Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu Filho Unigênito” ([5]).

Ora, se Cristo nos pertence, os méritos infinitos dos seus trabalhos, dos seus sofrimentos e da sua morte pertencem‑nos também. Sendo assim, como poderíamos perder a coragem? Entregando‑nos o Filho, o Pai do Céu deu‑nos a plenitude de todos os bens. Saibamos explorar largamente esse precioso tesouro.

Dirijamo‑nos, pois, aos Céus com santa audácia; e, em nome desse Redentor que é nosso, imploremos, sem hesitar, as graças que desejamos. Peçamos as bênçãos temporais e sobretudo o socorro da graça; para a nossa Pátria solicitemos paz e prosperidade; para a Igreja, calma e liberdade.

Essa oração será certamente atendida.” (O Livro da Confiança. Padre Thomas de Saint Laurent, cap. V.)

Certamente ainda é tempo de ver as comemorações natalinas que os arautos em São Paulo fizeram no decorrer deste período natalino. Veja mais fotos na página ÚLTIMAS ATIVIDADES, APRESENTAÇÕES NATALINAS…


[1] ) Les vrais entretiens spirituels. Ed. de Annecy, t. VI, p. 30.

[2] ) Cf. Atos, IV, 11.

[3] ) Isaías, 9, 6.

[4] ) Filius datus est nobis. Isaías, IX, 6.

[5] ) Jo. 3, 16.

Um Menino que transformou a História

 

“Entremos numa certa Gruta e ali veremos um Menino adorado por sua Mãe Santíssima e São José, reunidos em família, oferecendo mais glória a Deus do que toda a humanidade idólatra, e até mesmo mais do que os próprios Anjos do Céu em sua totalidade. Já em seu nascimento, numa singela manjedoura, aquele Divino Infante reparava os delírios de glória egoísta sofregamente procurada pelos pecadores. Ele se encarnou para fazer a vontade do Pai e, assim, dar-nos o perfeitíssimo exemplo de vida.” (CLÁ DIAS, Mons. João Scognamiglio. O Inédito sobre os Evangelhos. Cittá del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, p. 105-106, vol. V).

Ao acompanharmos a Liturgia nesses dias contemplamos o nascimento de um Menino, o qual, dividindo a História ao meio, merece perene louvor pelos séculos, representado pela solene oitava de comemoração do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se enganaria quem julgasse o Natal como data passada, um dia mais festivo em meio às centenas de outros tantos. Certamente assim seria, se o nascimento comemorado fosse de qualquer um de nós e não de Deus, como de fato é. Nascimento de Deus? A pergunta mostra-se absurda em sua elaboração, pois quem é Deus obviamente não tem princípio. Todavia, o que para os homens parece absurdo, para Deus foi o meio escolhido para demonstrar aos mesmos homens, dignos de todo castigo, o amor e a condescendência d’Aquele que não se horrorizou em tomar nossa carne para nos reconduzir àquela pátria impossível de alcançar, não fosse a verdade de um tão admirável Natal.

Natal glorioso, mas ao mesmo tempo silencioso, repleto de luz e, entretanto, escondido em meio às trevas da meia-noite, cantado pelos Anjos do Céu, presenciado apenas pelos pastores da terra… Paradoxo sublime! Registrado nas páginas da História, lembrado nas canções… Canções? Sim, canções; e das mais variadas partes do mundo e épocas históricas. Foi precisamente para rememorar essas canções que os jovens do Projeto Futuro & Vida prepararam diversas apresentações natalinas neste fim de ano. Uma delas, e digna de nota, foi realizada na diretoria de ensino do município de Osasco – SP, como todos poderão acompanhar nas fotos deste post, e da página “ÚLTIMAS ATIVIDADES”, deste mesmo blog.

A NOITE SANTA

Arautos em São Paulo: Histórias Natalinas

“Tinha eu cinco anos quando sofri o meu primeiro desgosto e tão profundo que dificilmente poderei dizer-se, desde então, tive outro maior. Foi quando minha avó morreu. Era hábito seu sentar-se todos os dias no sofá de canto do seu quarto e contar nos histórias.

Lembro me bem da vovó contando histórias, umas após outras, de manhã à noite, e de nós, crianças, sentadas ao seu lado, muito quietas, ouvindo. Era uma vida esplêndida! Nenhuma outra criança teve, como nós, um tempo tão feliz!

Assim, não será de estranhar que eu fale um pouco a respeito da vovó. Vejo a, ainda hoje, com o seu cabelo branco de neve, o corpo ligeiramente inclinado e os dedos, muitos ágeis, tricotando meias, durante todo o dia. Lembro me, também, de que, quando terminava uma história, ela costumava passar a mão sobre a minha cabeça e dizer:   Tudo isto é tão verdadeiro, como é verdade que estou vendo você e você me vê.

Vovó gostava muito de cantar e todas as canções que sabia eram suaves como ela mesma. Infelizmente, nem todos os dias se dispunha a nos deixar ouvir as suas melodias; lembro me de que uma de suas canções falava do cavalheiro e da sereia e tinha um estribilho que era assim: “Sopra um vento frio, um vento frio do mar”. Do hino que costumava cantar, só aprendi uma estrofe; mas a pequenina oração que me ensinou, rezo a até hoje.

De todas as histórias que nos contava guardei apenas uma vaga lembrança. Porém, uma delas ficou tão nitidamente gravada em minha memória, que sou capaz de repeti-la a qualquer momento   a pequenina história do Nascimento de Jesus.

E aqui está, mais ou menos imprecisamente, tudo quanto posso recordar a respeito de minha avó, menos uma coisa e desta recordo me com a mais perfeita exatidão: a grande solidão em que ficamos quando ela se foi. Aquela manhã em que o sofá de canto permaneceu vazio… E a nossa incapacidade de compreender que ela nunca mais poderia vir ocupá-lo! Oh! Disto eu me recordo tão bem, que nunca o esquecerei!

Tenho presente o medo que nos dominava quando nós, crianças, nos adiantamos para depositar na mão da morta o último beijo; mas alguém disse que esta era a única oportunidade que tínhamos para agradecer à vovó todas as alegrias que nos havia proporcionado.

E as histórias e canções que embelezavam a nossa casa calaram se, encerradas naquele negro cofre, e nunca mais voltaram! E então, alguma coisa de muito doce faltou às nossas vidas. Foi como se nos tivessem expulsado de um mundo encantado e maravilhoso, cujas portas, sempre abertas, que tínhamos a liberdade de transpor, conforme a nossa fantasia, se tivessem fechado de repente e para sempre! E ninguém mais havia que fosse capaz de abri-las!

Pouco a pouco, aprendemos a brincar com bonecas e demais brinquedos e a viver como vivem as outras crianças; dávamos, então, a impressão de que, embora recordássemos sempre a nossa avó, não sentíamos muito a sua falta.

No entanto, todos os dias –  e já quarenta anos são passados! –  quando me disponho a reunir numa coleção todas as legendas sobre Cristo, ouvidas no Oriente, dentro de mim desperta a lembrança da pequena história de Jesus, como a contava minha avó, e com tal clareza que me sinto impelida a incluí-la neste livro!

Era dia de Natal. Toda a família se tinha dirigido à igreja, menos minha avó e eu. Creio mesmo que em casa ninguém mais ficara. Estávamos, portanto, completamente sós. Não tínhamos tido permissão de acompanhar os demais, por ser uma já muito velha e a outra ainda muito jovem. E estávamos ambas muito tristes por não termos ido à Missa do Galo, nem ouvido os cânticos, nem visto as grandes candeias de Natal.

Então, reunidas na nossa solidão, minha avó começou a contar uma história.

–  Havia um homem –  disse ela –  que, já noite escura, saiu de casa para arranjar emprestada uma brasa, a fim de acender o fogo.

Batendo às portas das cabanas, ele dizia:

–  Meu caro amigo, ajuda me. Minha Esposa acaba de dar à luz um Menino e eu preciso fazer fogo para aquecê-la e ao pequenino.

E ia de cabana em cabana. Mas a noite já estava muito adiantada; todo o mundo dormia e ninguém lhe respondia. E o homem caminhava, caminhava. De repente, longe, muito fora da estrada, uma luz brilhou; apressado e ansioso, o homem seguiu naquela direção, na esperança de encontrar auxílio; porém, com surpresa, viu que não se tratava de uma habitação, mas de uma fogueira ateada ao relento.

À sua volta, uma porção de carneiros dormia, guardada por um velho pastor que, sentado, os contemplava. Quando o homem, que desejava uma brasa emprestada, chegou junto ao rebanho, três enormes cães, que até aí dormitavam aos pés do pastor, ergueram se rápidos e fizeram menção de latir. Mas foram vãos os seus esforços. Nenhum som foi emitido.

O estrangeiro pôde ver, então, os pêlos eriçados dos animais e os afiados dentes, muito alvos, cintilando à luz do fogo. Súbito, como movidos por uma única mola, os três cães arremessaram se furiosamente contra ele, abocanhando lhe um, a perna; outro a mão; enquanto o terceiro se atirava à sua garganta.

Porém, nem goelas, nem dentes obedeceram aos ferozes instintos; o homem não sofreu o menor dano. Por isto, pensou em se aproximar mais, a fim de obter o que tanto necessitava. Mas os carneiros, deitados lado a lado, estavam de tal modo juntos que era de todo impossível passar entre eles. Então o homem passou sobre eles, caminhou sobre seus dorsos, em direção à fogueira, e nem um animal acordou ou se moveu!

Até este ponto, vovó tinha feito a sua narrativa sem a mínima interrupção. Mas neste ponto não pude conter a curiosidade que me dominava.

–  Por que é que os animais fizeram isto, vovó? perguntei.

– Você saberá daqui a pouco –  respondeu minha avó.

Quando o homem estava quase alcançando a fogueira, o pastor o olhou. Era o pastor velho rude, áspero e cruel para com os seres humanos. Ao ver o estrangeiro, que serenamente se adiantava, tomou o longo e aguçado cajado que trazia sempre consigo, quando vigiava o rebanho, e o atirou contra ele. O cajado partiu célere, mas, antes de alcançar o seu objetivo, voltou sobre si mesmo e, sibilando, foi cair longe, entre o feno.

Aqui, interrompi vovó novamente.

–  Vovó! Por que é que o cajado não quis ferir o homem?

Mas vovó não perdeu tempo em responder e a história continuou.

–  Então o desconhecido chegou se ao pastor e disse lhe:

–  Bom homem, ajuda me, empresta me algumas brasas. Minha Esposa acaba de dar à luz um Menino e eu preciso fazer fogo para aquecê-La e ao Pequenino.

Pareceu ao rude pastor que um pedido tão estranho nunca lhe houvera sido feito, e preparou se para recusar quando, em tempo, se lembrou de que àquele homem os cães não tinham podido morder; que aos seus pés os carneiros se tinham imobilizado e que o cajado, para o não ferir, se tinha atirado no meio do feno e, então, um supersticioso terror o dominou. Não ousando negar, respondeu:

–  Leva quanto necessitares.

Porém, a fogueira estava acesa ao relento; não havia ali nem uma acha, nem galho abandonado; somente uma enorme pilha de rubros carvões, e o desconhecido não trazia consigo nem pá, nem enxada, com que pudesse transportar uma só daquelas ardentes pedras.

Percebendo isso, o pastor repetiu:

–  Leva quanto necessitares.

E estava alegre o velho, pois o homem não tinha possibilidade de levar sequer uma brasa. O desconhecido, porém, abaixou se e, dentre as cinzas, com as próprias mãos nuas, retirou um punhado de brasas e as colocou dentro do manto. E suas mãos não foram queimadas! E seu manto nem chamuscado ficou! E as pedras de fogo foram transportadas como se maças ou nozes fossem!

Aqui a narradora foi interrompida pela terceira vez:

– Vovó, por que é que o fogo não queimou o homem?   perguntei, cheia de admiração.

– Isto você saberá depois –  e vovó continuou: quando o pastor viu tudo isto, maravilhou- se.

–  Que espécie de noite é esta? –  pensou ele –  na qual os cães não mordem, o rebanho não foge, o cajado não fere e o fogo não queima?

E, chamando o desconhecido, já de regresso, disse lhe:

–  Que espécie de noite é esta? Que aconteceu, para que todas as coisas manifestem compaixão?

Ao que o homem respondeu:

–  Nada te posso dizer, vem e vê!

E tratou de seguir seu caminho, a fim de bem depressa chegar e fazer fogo para aquecer a sua Esposa e a Criança. Mas o pastor não queria perder o homem de vista, sem encontrar uma razão para aqueles presságios. Levantou se, pois, e o seguiu até o lugar em que vivia. Com surpresa, constatou que o homem nem cabana tinha para morar e que tanto sua Esposa como a Criança estavam no chão de uma gruta na montanha, onde nada havia, a não serem as frias e nuas paredes de pedra.

E, olhando a pobre e inocente Criança, o velho pastor pensou que ela talvez fosse morrer de frio ali dentro; apesar de rude, sentiu se tocado por um doce sentimento de compaixão e resolveu salvá-Lo. Desprendeu dos ombros a mochila, tirou de si a macia e branca pele de ovelha e deu a ao desconhecido, dizendo lhe que o Menino dormiria melhor agasalhado nela.

Logo após esta demonstração de misericórdia, os seus olhos foram abertos e ele viu o que antes não pudera ver e ouviu o que antes não pudera ouvir. E percebeu que se achava cercado de inúmeros Anjos de prateadas asas que, de pé, cantavam, em gloriosos tons, que havia nascido o Salvador. Aquele que redimiria o mundo dos seus pecados. E o velho pastor compreendeu que a terra era tão feliz naquela noite bendita, que tinha, por momento, esquecido o mal.

Mas os Anjos não estavam apenas à volta do pastor, ele os via por toda a parte. Havia- os dentro da gruta, havia os pela montanha e sob os Céus revoando. Vinham em profusão e, passando, lançavam sobre a Criança um doce e rápido olhar. Quanto júbilo! Quanto deslumbramento! Que de cânticos e melodias! Tudo o pastor viu na noite escura, ele que, antes, nada pudera ver!

E, então, transbordante de felicidade, o velho e rude homem caiu de joelhos e rendeu graças ao Senhor! Aqui, vovó suspirou e disse:

–  E o que aquele pastor viu nós podíamos também ver, se nos fosse permitido, pois em toda véspera do Natal os Anjos descem voando dos Céus. Passando, depois, a mão sobre a minha cabeça, disse:

–  Você não deve jamais esquecer isto, pois que é verdade que eu vejo você e você me vê. Isto não será revelado à luz de lâmpadas ou candeias; não depende do sol, nem da lua; o que é necessário é que tenhamos olhos capazes de ver a Glória de Deus.”

Advento? O que é isto?

Arautos em São Paulo: “Advento? O que é isto?”

Uma atmosfera de ternura e carinho começa a penetrar em nossas almas! Mas qual é a origem de tal sentimento?

-Ora!!! Não está sentindo o aroma de natal que se aproxima?

-Ah… sim meu amigo, mas vamos com calma, pois a vinda do menino Jesus já começa se fazer sentir: é verdade. Mas antes, devemos preparar com ardente desejo por meio do recolhimento e das orações que a Santa Igreja nos oferece para nos prepararmos para a chegada daquele que é o esperado das nações e que foi anunciado pelos profetas….Este é o tempo litúrgico do advento! Falemos um pouco dele.

Os paramentos deste tempo litúrgico (casulaestoladalmática etc.) são de cor roxa para atestar sobriedade e uma discreta alegria que chegará ao seu pináculo apenas no dia de Natal. Os sacerdotes revestem-se com paramentos de cor roxa usado desde as I Vésperas do I Domingo do Advento até a última missa que antecede a da Noite de Natal, e indica a espera do Messias, através da  equilíbrio e sobriedade, uma vez que a Igreja neste período do advento exorta os fiéis a prepararem suas  almas com clamores e  súplicas elevadas ao céu,  como nos ensina o Livro do Eclesiástico: a prece do justo atravessa as nuvens (Cf. Eclesiástico). De maneira que a Providência Divina faça chover o Justo do mais alto dos céus, como faz menção o cântico gregoriano Rorate Caeli: “et nubes pluant justum,” (que as nuvens façam chover O Justo).

A palavra Advento  tem sua origem latina, do Adventus, que quer dizer: chegada. Esse tempo litúrgico tem seu início nas vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e se prolonga até as primeiras vésperas do Santo Natal, contando com quatro domingos.

Se canta o Glória somente no dia da festa do Natal, para que toda a cristandade una-se aos Anjos entoando este hino como um  cântico novo, como nos diz São Pedro.

O advento é um período de conversão. É, portanto tempo de penitência, ou seja, de “metanoia,” que significa “mudança de espírito”. Algumas normas estabelecidas pela CNBB orientam-nos neste tempo: a ornamentação das flores e  o uso dos instrumentos musicais sejam usados nas renovação do Santo sacrifício com moderação, para que não seja antecipada a  magna alegria da Natividade do Salvador.

No terceiro domingo do Advento, há o chamado domingo Gaudete ou da Alegria. Os sacerdotes são revestidos com paramentos litúrgicos de cores róseas que são a junção das cores roxas e brancos para indicar a alegria da vinda do Salvador que está se aproximando.

Portanto, por intercessão de Maria Santíssima, Virgem das virgens, unamo-nos a Ela em preces e súplicas ao Pai celeste, para que ao nascer o Menino Jesus junto ao presépio, estejamos genuflexos aos pés da manjedoura, para adorarmos com todo vigor de nossas almas àquele que nos trouxe a salvação e abriu-nos as portas do céu.

_____________________________________________  Nathan Ruach